Do luto à luta: resistir e pautar a política nacional

O cruel assassinato de Anderson Gomes e Marielle Franco fez com que a comoção do povo se traduzisse em atos por todo o país no dia seguinte a sua morte. Rio de Janeiro, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, São Paulo, Salvador... diversas cidades manifestaram sua indignação pelo ato político do assassinato da importante lutadora carioca. Dia 20, novos atos são chamados para todo o país.

A trajetória de Marielle Franco é semelhante a muitos camaradas e companheiros de luta por todo o Brasil. Mulher, negra, trabalhadora, de comunidade. Conseguiu realizar os estudos em Universidade Federal e dedicou-se ao candente problema social da militarização da sociedade carioca. Mais que isso: entregou-se a militância pelos direitos humanos de todos e todas no Rio de Janeiro. O que, para incompreensão da direita, incluem as famílias de policiais que também morrem na guerra que apenas delimita os novos rumos do tráfico no estado.

Seu assassinato é um ato político na tentativa de criar um limite: não venham até aqui. Não ousem avançar sobre estas pautas. Que mulheres negras e trabalhadoras não ousem escolher a militância, os direitos humanos, o socialismo.

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Marielle, presente!

O Polo Comunista Luiz Carlos Prestes, a Juventude Comunista Avançando e o  Movimento Avançando Sindical vêm a público se solidarizar com os familiares da vereadora Marielle Franco, seus amigos e os  companheiros do PSOL. É com muito pesar e indignação que recebemos a notícia do assassinato brutal da companheira do PSOL, a vereadora Marielle Franco e do motorista que a acompanhava, Anderson Pedro Gomes. Lutadora social, do movimento negro, militante pelos direitos humanos, moradora da favela da Maré, Marielle foi eleita vereadora da cidade do Rio de Janeiro, na eleição de 2016, com o quinto maior número de votos do pleito. Mulher negra, moradora de favela, socióloga combatente, atualmente tinha sido nomeada para a Comissão da Câmara para investigar possíveis violações de Direitos Humanos no processo de intervenção militar no estado do Rio, bem como vinha denunciando intensivamente há alguns dias a costumeira incursão violenta da Polícia Militar nas favelas do Rio. No último caso, na Favela de Acari, a incursão policial levou à execução de dois jovens. 

A intervenção militar intensificou a violência de Estado e os constantes conflitos de organizações criminosas, tais como as milícias e o PCC, que vem ganhando cada vez mais domínio dos territórios. O assassinato de Marielle é um alerta para toda a esquerda e militância progressista e democrática em geral, não só carioca, mas de todo o Brasil. Sem dúvida alguma, esse bárbaro ato, que possui diversas características de crime político, está inserido na lógica de aprofundamento e recrudescimento do Estado de exceção que vem sendo construído desde o Golpe de 2016, que destituiu a presidente constitucionalmente eleita Dilma Rousseff e vem atacando a classe trabalhadora, golpe pautado pelos interesses do imperialismo, do latifúndio e dos monopólios.  

Não podemos nos deixar calar e intimidar! O silêncio intensifica a violência, não o contrário!  É hora de o povo e movimentos sociais seguir ocupando as ruas e favelas do Rio e de todo Brasil, a luta da companheira Marielle contra as arbitrariedades do Estado, o genocídio negro e as desigualdades do capitalismo é também a nossa luta! 

 

ABAIXO O GENOCÍDIO DO POVO NEGRO!
ABAIXO A INTERVENÇÃO MILITAR! 

 Marielle Franco, PRESENTE !!! Hoje e Sempre !!

 

Polo Comunista Luiz Carlos Prestes - PCLCP
Juventude Comunista Avançando - JCA
Movimento Avançando Sindical - MAS

Intervenção Militar no Rio: é urgente impedir o golpe e sua face militarizada

 A tutela do “braço forte” sai das sombras

Torna-se cada vez mais clara a natureza do golpe em curso no Brasil. Retirada avassaladora de direitos, entrega das riquezas nacionais aos grandes monopólios, intensificação da política de favorecimento ao sistema da dívida e consequentemente ao capital financeiro internacional, recrudescimento da repressão contra a luta do povo. Não foi necessário que entrássemos em uma situação revolucionária para que a contrarrevolução chegasse galopando: ela é preventiva e prolongada, como alertava Florestan Fernandes. A ofensiva golpista em curso está lastreada na compreensão das profundas contradições da sociedade brasileira e visa a interditar as alternativas de transformação social que limitem a lógica de centralização e concentração de riqueza nas mão do bloco de poder dominante, formado pelo imperialismo, os monopólios e o latifúndio. 

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A perigosa reciclagem do golpe e a necessária unidade proletária-popular para combatê-lo

Para ter eleições, liberdades, democracia e direitos é preciso derrotar o movimento golpista como um todo

O Polo Comunista Luiz Carlos Prestes, assim como várias outras forças de esquerda do Brasil, está empenhado na construção numa única e fundamental tarefa: unificar a classe trabalhadora para derrotar movimento golpista em curso em nosso país. Consideramos que a construção de um projeto revolucionário para o nosso país passa pela derrota do movimento golpista no Brasil. O golpe de Estado de agosto de 2016 foi composto pela alta cúpula e as frações mais reacionárias das classes dominantes (domésticas e estrangeiras), alinhadas ao projeto do imperialismo que busca implementar seu projeto de subordinação nacional e regresso social, não apenas ao Brasil, mas a todas as nações capitalistas dependentes. 

O entendimento do momento que vivemos parte da compreensão do golpe como um processo e um projeto. Temos visto muitas organizações, partidos e forças dos mais diversos e até antagônicos setores da esquerda caírem surpreendentemente em avaliações políticas errôneas que se desdobram em táticas equivocadas, por não levar em conta, entre outros elementos, a compreensão marxista do Estado burguês, a luta de classes e a história! Algumas frações esquerdistas e inconsequentes negam a existência do golpe, afirmando que os governos petistas são a mesma coisa, ou seja, idênticos aos baluartes políticos deste atual governo, ou mesmo de frações das classes dominantes equivalentes entre si. Essa análise foca no entendimento de que o golpe se resumiu ao reordenamento jurídico político das classes dominantes pela via do impeachment de Dilma Rousseff. Desta forma, não entendem as lutas no interior da junta golpista e negam os possíveis recrudescimentos que podemos sofrer. Lembremos que nossa "democracia" é muito recente e frágil; se o sólido se desmancha no ar, imagine a "Nova República”... 

Por outro lado, as organizações do campo petistas, cutistas e que em geral se alinhavam aos antigos governos Lula e Dilma, querem "virar a página" do golpe, apostando todas as fichas nas eleições 2018, desconsiderando que o imperialismo não medirá esforços para impedir que o campo "democrático-popular" volte ao governo. Os discursos de novas conciliações, acalmando os detentores do poder financeiro, não se comprometendo a reverter imediatamente os decretos golpistas (brincando com os anseios do povo!), o recuo na organização e mobilização das bases, acaba por arrastar todo o movimento sindical e popular para um beco sem saída. 

Essas duas avaliações estão tão focadas no ato singular do impeachment e tão fechadas e condicionadas ao governo Dilma que não percebem a gravidade do momento que vivemos. Enquanto a primeira subestima o ascenso das forças reacionárias no Brasil e reforça uma narrativa de continuísmo evolutivo, adota uma tática sectária de purismo político de repelir a necessária unidade; a segunda adota uma tática de superação do golpe cujo centro é a institucionalidade eleitoral - e não se compromete a reverter as contrarreformas nem afirma como superará a crise sem uma agenda de arrocho fiscal. Nós consideramos ambas as avaliações e suas repercussões práticas como graves erros.

 

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Solidariedade aos companheiros do IF Catarinense - campus Abelardo Luz

O golpe em curso no Brasil tem mostrado uma de suas garras na devastadora retirada de direitos contra a classe trabalhadora, mas desde o primeiro momento tem estado claro que o grande capital se utiliza não só do Congresso Nacional, como de várias outras instituições, para acelerar o ritmo da precarização da vida dos trabalhadores e para perseguir os lutadores.
No dia de hoje, num ataque frontal ao MST em Santa Catarina, a educação e ao serviço público, a Polícia Federal fez cumprir medida cautelar, a pedido do Ministério Público Federal, no campus de Abelardo Luz do Instituto Federal Catarinense.

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Watching: Saudação do PCLCP ao Congresso de Fundação da Central
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