Ato de lançamento da Frente Povo Sem Medo lota auditório em São Paulo

Movimentos sociais e seus representantes lotaram na noite desta quinta-feira (8) o auditório do Clube Transmontano, no centro de São Paulo, para o ato de lançamento da Frente Povo Sem Medo. O evento também homenageou os 48 anos da morte de Ernesto Che Guevara.

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QUE TEMPOS SÃO ESTES?

Por Amauri Soares*

São tempos de crise do capitalismo! Aliás, tempos em que a crise do capitalismo, que é cíclica e permanente, se manifesta nas formas mais regressivas, trazendo os efeitos nefastos de uma “civilização” cuja razão de ser é garantir a geração de lucro. Se gerar lucro é a razão de ser do modo de produção capitalista, e isso em si já é um problema sem solução nos marcos do sistema, o problema se agrava quando a geração de lucro tem como objetivo a acumulação privada para um punhado cada vez menor de monopólios. Aliás, o capitalismo foi erguido sobre o estatuto da propriedade privada dos meios de produção, sendo redundante falar em lucro privado. Mesmo as empresas públicas que produzem mercadorias e, portanto, geram valor novo, acabam produzindo na lógica de uma empresa privada, com os mesmos pressupostos, com a mesma racionalidade, com o mesmo padrão tecnológico e com os mesmos direitos laborais. Partilhar um percentual dos lucros para projetos sociais, o que na maioria das vezes é retórica, não altera a forma e o método da acumulação. A rigor, não muda nem o objetivo, porque todas as empresas públicas têm objetivos delimitados dentro dos interesses gerais da sociedade, quase sempre segundo os pressupostos da classe economicamente dominante. Isso só pode ser alterado quando o Estado, ou pelo menos o governo, age no sentido oposto ao interesse dos monopólios privados, o que implica na necessária existência de um projeto alternativo de sociedade.

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É possível no Brasil de hoje, a partir das condições atuais, avançar rumo ao socialismo?

Se considerarmos o clássico debate em torno das condições objetivas e subjetivas da revolução, vale a pena recordar a intervenção de Luiz Carlos Prestes nos marcos da “Conferência sobre a Dívida Externa” organizada pelo governo de Fidel Castro em Havana, em julho/agosto de 1985. Nessa ocasião Prestes afirmava:

A revolução não pode se realizar quando se quer. Ela só poderá eclodir e ser vitoriosa quando existam as condições objetivas e subjetivas para tanto indispensáveis. E tudo indica que em nosso Continente, se crescem cada vez mais as condições objetivas, as subjetivas ainda se retardam. Estamos longe também da indispensável organização e unidade da maioria esmagadora da classe operária, faltam-nos ainda partidos revolucionários efetivamente ligados às grandes massas trabalhadoras e populares. [1]

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Privatização da Saúde e a intensificação das contra reformas neoconservadoras do capital

Imprensa PCLCP1

O Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil é o maior sistema público de saúde do mundo, fruto de uma ampla luta política e social na década de 80 das classes trabalhadoras, que conseguiu impor à classe dominante a saúde como um dever do estado e direito individual e coletivo de todos. Atualmente o orçamento da saúde está na ordem de R$ 100 bilhões (2014). Parte significativa deste montante de recursos públicos é transferida para instituições privadas, tornando o assédio privatista na saúde um agente interno na rede de atendimento do SUS e, ao mesmo tempo, um bloco de forças econômicas e políticas que busca atacar o SUS impedindo que ele seja efetivamente 100% público, com capacidade efetiva de atender toda a população.

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CONTRA A DIREITA, POR MAIS DIREITOS!

Em resposta à ofensiva da direita e ao ajuste fiscal do Governo construiremos uma grande mobilização em 15 de Abril.

A resistência é nas ruas!

Leia a seguir o manifesto que está aberto para adesões de coletivos, entidades, movimentos e organizações:

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Multimídia

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Watching: Convocatória II SENUP
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