Marielle, presente!

O Polo Comunista Luiz Carlos Prestes, a Juventude Comunista Avançando e o  Movimento Avançando Sindical vêm a público se solidarizar com os familiares da vereadora Marielle Franco, seus amigos e os  companheiros do PSOL. É com muito pesar e indignação que recebemos a notícia do assassinato brutal da companheira do PSOL, a vereadora Marielle Franco e do motorista que a acompanhava, Anderson Pedro Gomes. Lutadora social, do movimento negro, militante pelos direitos humanos, moradora da favela da Maré, Marielle foi eleita vereadora da cidade do Rio de Janeiro, na eleição de 2016, com o quinto maior número de votos do pleito. Mulher negra, moradora de favela, socióloga combatente, atualmente tinha sido nomeada para a Comissão da Câmara para investigar possíveis violações de Direitos Humanos no processo de intervenção militar no estado do Rio, bem como vinha denunciando intensivamente há alguns dias a costumeira incursão violenta da Polícia Militar nas favelas do Rio. No último caso, na Favela de Acari, a incursão policial levou à execução de dois jovens. 

A intervenção militar intensificou a violência de Estado e os constantes conflitos de organizações criminosas, tais como as milícias e o PCC, que vem ganhando cada vez mais domínio dos territórios. O assassinato de Marielle é um alerta para toda a esquerda e militância progressista e democrática em geral, não só carioca, mas de todo o Brasil. Sem dúvida alguma, esse bárbaro ato, que possui diversas características de crime político, está inserido na lógica de aprofundamento e recrudescimento do Estado de exceção que vem sendo construído desde o Golpe de 2016, que destituiu a presidente constitucionalmente eleita Dilma Rousseff e vem atacando a classe trabalhadora, golpe pautado pelos interesses do imperialismo, do latifúndio e dos monopólios.  

Não podemos nos deixar calar e intimidar! O silêncio intensifica a violência, não o contrário!  É hora de o povo e movimentos sociais seguir ocupando as ruas e favelas do Rio e de todo Brasil, a luta da companheira Marielle contra as arbitrariedades do Estado, o genocídio negro e as desigualdades do capitalismo é também a nossa luta! 

 

ABAIXO O GENOCÍDIO DO POVO NEGRO!
ABAIXO A INTERVENÇÃO MILITAR! 

 Marielle Franco, PRESENTE !!! Hoje e Sempre !!

 

Polo Comunista Luiz Carlos Prestes - PCLCP
Juventude Comunista Avançando - JCA
Movimento Avançando Sindical - MAS

Intervenção Militar no Rio: é urgente impedir o golpe e sua face militarizada

 A tutela do “braço forte” sai das sombras

Torna-se cada vez mais clara a natureza do golpe em curso no Brasil. Retirada avassaladora de direitos, entrega das riquezas nacionais aos grandes monopólios, intensificação da política de favorecimento ao sistema da dívida e consequentemente ao capital financeiro internacional, recrudescimento da repressão contra a luta do povo. Não foi necessário que entrássemos em uma situação revolucionária para que a contrarrevolução chegasse galopando: ela é preventiva e prolongada, como alertava Florestan Fernandes. A ofensiva golpista em curso está lastreada na compreensão das profundas contradições da sociedade brasileira e visa a interditar as alternativas de transformação social que limitem a lógica de centralização e concentração de riqueza nas mão do bloco de poder dominante, formado pelo imperialismo, os monopólios e o latifúndio. 

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A perigosa reciclagem do golpe e a necessária unidade proletária-popular para combatê-lo

Para ter eleições, liberdades, democracia e direitos é preciso derrotar o movimento golpista como um todo

O Polo Comunista Luiz Carlos Prestes, assim como várias outras forças de esquerda do Brasil, está empenhado na construção numa única e fundamental tarefa: unificar a classe trabalhadora para derrotar movimento golpista em curso em nosso país. Consideramos que a construção de um projeto revolucionário para o nosso país passa pela derrota do movimento golpista no Brasil. O golpe de Estado de agosto de 2016 foi composto pela alta cúpula e as frações mais reacionárias das classes dominantes (domésticas e estrangeiras), alinhadas ao projeto do imperialismo que busca implementar seu projeto de subordinação nacional e regresso social, não apenas ao Brasil, mas a todas as nações capitalistas dependentes. 

O entendimento do momento que vivemos parte da compreensão do golpe como um processo e um projeto. Temos visto muitas organizações, partidos e forças dos mais diversos e até antagônicos setores da esquerda caírem surpreendentemente em avaliações políticas errôneas que se desdobram em táticas equivocadas, por não levar em conta, entre outros elementos, a compreensão marxista do Estado burguês, a luta de classes e a história! Algumas frações esquerdistas e inconsequentes negam a existência do golpe, afirmando que os governos petistas são a mesma coisa, ou seja, idênticos aos baluartes políticos deste atual governo, ou mesmo de frações das classes dominantes equivalentes entre si. Essa análise foca no entendimento de que o golpe se resumiu ao reordenamento jurídico político das classes dominantes pela via do impeachment de Dilma Rousseff. Desta forma, não entendem as lutas no interior da junta golpista e negam os possíveis recrudescimentos que podemos sofrer. Lembremos que nossa "democracia" é muito recente e frágil; se o sólido se desmancha no ar, imagine a "Nova República”... 

Por outro lado, as organizações do campo petistas, cutistas e que em geral se alinhavam aos antigos governos Lula e Dilma, querem "virar a página" do golpe, apostando todas as fichas nas eleições 2018, desconsiderando que o imperialismo não medirá esforços para impedir que o campo "democrático-popular" volte ao governo. Os discursos de novas conciliações, acalmando os detentores do poder financeiro, não se comprometendo a reverter imediatamente os decretos golpistas (brincando com os anseios do povo!), o recuo na organização e mobilização das bases, acaba por arrastar todo o movimento sindical e popular para um beco sem saída. 

Essas duas avaliações estão tão focadas no ato singular do impeachment e tão fechadas e condicionadas ao governo Dilma que não percebem a gravidade do momento que vivemos. Enquanto a primeira subestima o ascenso das forças reacionárias no Brasil e reforça uma narrativa de continuísmo evolutivo, adota uma tática sectária de purismo político de repelir a necessária unidade; a segunda adota uma tática de superação do golpe cujo centro é a institucionalidade eleitoral - e não se compromete a reverter as contrarreformas nem afirma como superará a crise sem uma agenda de arrocho fiscal. Nós consideramos ambas as avaliações e suas repercussões práticas como graves erros.

 

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Celebramos a vida e o legado do camarada Alfonso Cano


"Dos comandantes da FARC era o mais inteligente, o mais preparado politicamente, por isso o mais perigoso". Assim era classificado o camarada Alfonso Cano pela televisão colombiana em matéria especial sobre seu assassinato que hoje completa 6 anos.

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Militante do MAS-RS visita Partido Comunista da Federação Russa

No dia 3 de agosto, a militante do MAS-RS Goretti Grossi foi recebida por uma representação do Partido Comunista da Federação Russa (PCFR) na Duma, em Moscou. Estavam presentes Tatiana Desiatova, coordenadora Política do Gabinete do Partido e Relações Internacionais, o representante do PCFR na Duma de Moscou, uma liderança do movimento de mulheres e uma liderança do movimento de educadores.

A conversa durou cerca de três horas. Os representantes do PCFR foram presenteados com um cartaz comemorativo aos centenário de Luiz Carlos Prestes e por uma bandeira do Polo Comunista Luiz Carlos Prestes. Os integrantes do PCFR afirmaram que o cartaz será colocado na parede da sala do partido, junto aos de Marx e Lênin.

A respeito da situação política do país, informaram que na Rússia existem hoje vários partidos e organizações comunistas. Eles formaram uma união das organizações comunistas e presentearam o MAS com uma bandeira dessa organização. O PCFR é a principal representação dessa organização na Duma e realiza um trabalho de catalisador dos partidos e organizações comunistas. Falaram da sua atualidade da Rússia e de um incipiente interesse dos jovens pelo partido e por Stalin. Quarenta por cento do povo russo vive abaixo da linha de pobreza e dois milhões de crianças e jovens estão fora da escola, porque o ensino básico está todo privatizado. Os mais atacados pela pobreza são os velhos.

O encontro incluiu também um período de perguntas. Os membros do PCFR manifestaram interesse em estreitar laços com todas as organizações comunistas. Perguntaram sobre o Polo e suas organizações de massa, sua atuação, tamanho e relação com as demais organizações comunistas no Brasil. Também pediram inrfomações sobre a realidade do Brasil.

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Multimídia

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Watching: Convocatória II SENUP
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