Intervenção Militar no Rio: é urgente impedir o golpe e sua face militarizada

 A tutela do “braço forte” sai das sombras

Torna-se cada vez mais clara a natureza do golpe em curso no Brasil. Retirada avassaladora de direitos, entrega das riquezas nacionais aos grandes monopólios, intensificação da política de favorecimento ao sistema da dívida e consequentemente ao capital financeiro internacional, recrudescimento da repressão contra a luta do povo. Não foi necessário que entrássemos em uma situação revolucionária para que a contrarrevolução chegasse galopando: ela é preventiva e prolongada, como alertava Florestan Fernandes. A ofensiva golpista em curso está lastreada na compreensão das profundas contradições da sociedade brasileira e visa a interditar as alternativas de transformação social que limitem a lógica de centralização e concentração de riqueza nas mão do bloco de poder dominante, formado pelo imperialismo, os monopólios e o latifúndio. 

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A perigosa reciclagem do golpe e a necessária unidade proletária-popular para combatê-lo

Para ter eleições, liberdades, democracia e direitos é preciso derrotar o movimento golpista como um todo

O Polo Comunista Luiz Carlos Prestes, assim como várias outras forças de esquerda do Brasil, está empenhado na construção numa única e fundamental tarefa: unificar a classe trabalhadora para derrotar movimento golpista em curso em nosso país. Consideramos que a construção de um projeto revolucionário para o nosso país passa pela derrota do movimento golpista no Brasil. O golpe de Estado de agosto de 2016 foi composto pela alta cúpula e as frações mais reacionárias das classes dominantes (domésticas e estrangeiras), alinhadas ao projeto do imperialismo que busca implementar seu projeto de subordinação nacional e regresso social, não apenas ao Brasil, mas a todas as nações capitalistas dependentes. 

O entendimento do momento que vivemos parte da compreensão do golpe como um processo e um projeto. Temos visto muitas organizações, partidos e forças dos mais diversos e até antagônicos setores da esquerda caírem surpreendentemente em avaliações políticas errôneas que se desdobram em táticas equivocadas, por não levar em conta, entre outros elementos, a compreensão marxista do Estado burguês, a luta de classes e a história! Algumas frações esquerdistas e inconsequentes negam a existência do golpe, afirmando que os governos petistas são a mesma coisa, ou seja, idênticos aos baluartes políticos deste atual governo, ou mesmo de frações das classes dominantes equivalentes entre si. Essa análise foca no entendimento de que o golpe se resumiu ao reordenamento jurídico político das classes dominantes pela via do impeachment de Dilma Rousseff. Desta forma, não entendem as lutas no interior da junta golpista e negam os possíveis recrudescimentos que podemos sofrer. Lembremos que nossa "democracia" é muito recente e frágil; se o sólido se desmancha no ar, imagine a "Nova República”... 

Por outro lado, as organizações do campo petistas, cutistas e que em geral se alinhavam aos antigos governos Lula e Dilma, querem "virar a página" do golpe, apostando todas as fichas nas eleições 2018, desconsiderando que o imperialismo não medirá esforços para impedir que o campo "democrático-popular" volte ao governo. Os discursos de novas conciliações, acalmando os detentores do poder financeiro, não se comprometendo a reverter imediatamente os decretos golpistas (brincando com os anseios do povo!), o recuo na organização e mobilização das bases, acaba por arrastar todo o movimento sindical e popular para um beco sem saída. 

Essas duas avaliações estão tão focadas no ato singular do impeachment e tão fechadas e condicionadas ao governo Dilma que não percebem a gravidade do momento que vivemos. Enquanto a primeira subestima o ascenso das forças reacionárias no Brasil e reforça uma narrativa de continuísmo evolutivo, adota uma tática sectária de purismo político de repelir a necessária unidade; a segunda adota uma tática de superação do golpe cujo centro é a institucionalidade eleitoral - e não se compromete a reverter as contrarreformas nem afirma como superará a crise sem uma agenda de arrocho fiscal. Nós consideramos ambas as avaliações e suas repercussões práticas como graves erros.

 

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Celebramos a vida e o legado do camarada Alfonso Cano


"Dos comandantes da FARC era o mais inteligente, o mais preparado politicamente, por isso o mais perigoso". Assim era classificado o camarada Alfonso Cano pela televisão colombiana em matéria especial sobre seu assassinato que hoje completa 6 anos.

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Militante do MAS-RS visita Partido Comunista da Federação Russa

No dia 3 de agosto, a militante do MAS-RS Goretti Grossi foi recebida por uma representação do Partido Comunista da Federação Russa (PCFR) na Duma, em Moscou. Estavam presentes Tatiana Desiatova, coordenadora Política do Gabinete do Partido e Relações Internacionais, o representante do PCFR na Duma de Moscou, uma liderança do movimento de mulheres e uma liderança do movimento de educadores.

A conversa durou cerca de três horas. Os representantes do PCFR foram presenteados com um cartaz comemorativo aos centenário de Luiz Carlos Prestes e por uma bandeira do Polo Comunista Luiz Carlos Prestes. Os integrantes do PCFR afirmaram que o cartaz será colocado na parede da sala do partido, junto aos de Marx e Lênin.

A respeito da situação política do país, informaram que na Rússia existem hoje vários partidos e organizações comunistas. Eles formaram uma união das organizações comunistas e presentearam o MAS com uma bandeira dessa organização. O PCFR é a principal representação dessa organização na Duma e realiza um trabalho de catalisador dos partidos e organizações comunistas. Falaram da sua atualidade da Rússia e de um incipiente interesse dos jovens pelo partido e por Stalin. Quarenta por cento do povo russo vive abaixo da linha de pobreza e dois milhões de crianças e jovens estão fora da escola, porque o ensino básico está todo privatizado. Os mais atacados pela pobreza são os velhos.

O encontro incluiu também um período de perguntas. Os membros do PCFR manifestaram interesse em estreitar laços com todas as organizações comunistas. Perguntaram sobre o Polo e suas organizações de massa, sua atuação, tamanho e relação com as demais organizações comunistas no Brasil. Também pediram inrfomações sobre a realidade do Brasil.

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Solidariedade aos companheiros do IF Catarinense - campus Abelardo Luz

O golpe em curso no Brasil tem mostrado uma de suas garras na devastadora retirada de direitos contra a classe trabalhadora, mas desde o primeiro momento tem estado claro que o grande capital se utiliza não só do Congresso Nacional, como de várias outras instituições, para acelerar o ritmo da precarização da vida dos trabalhadores e para perseguir os lutadores.
No dia de hoje, num ataque frontal ao MST em Santa Catarina, a educação e ao serviço público, a Polícia Federal fez cumprir medida cautelar, a pedido do Ministério Público Federal, no campus de Abelardo Luz do Instituto Federal Catarinense.

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Watching: Convocatória II SENUP
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