Abaixo-assinado pelo fim da violência no Complexo do Alemão

Nós mulheres faveladas sabemos que somos nós, que mais carregamos todas as dores e angústias quando a favela sofre e sangra em mais uma grande operação policial. Operação essa que nunca respeitou o direito de liberdade das moradoras e moradores do Complexo do Alemão e muito menos as vidas que aqui (sobre)vivem. Sabemos também que os nossos maridos, irmãos, filhos e amigos são os mais criminalizados na favela. Sabemos que o fato de serem homens, favelados e em sua grande maioria pretos, é o que os sentenciam como marginais.

Se já não bastasse todo o caos que o Estado implementou nas favelas, as formas de adoecer e matar o nosso povo são diversas. Mata-se efetivamente através dos diversos tiros disparados e conhecidos por "bala perdida"; mata-se torturando; com terror psicológico, de angústia, mata-se de medo. E em nenhuma dessas maneiras de matar, o Estado se importa. Vidas nas favelas importam. Todas.

Com isso, todas nós mulheres, e também nossos maridos, irmãos, filhos e amigos, que assinam este abaixo-assinado, com a certeza de que nossas exigências serão respeitadas, solicitamos imediatas providências e respostas para os assuntos pautados a seguir:

 

1 - Pelo fim imediato do uso do "Caveirão" durante as operações na favela.

* O caveirão sempre foi um símbolo do terror psicológico que os policiais causam nas moradoras e moradores do Alemão. Além disso, através de toda a liberdade que os policiais acreditam ter no território, faz com que este carro cause destruição na favela. Ao passar pelas ruas apertadas da favela, o caveirão amassa carros, barracas de trabalhadoras e trabalhadores autônomos, arrebenta fios de energia, etc.

 

2 - Pelo fim imediato das realizações de operações policiais em horário escolar.

* Fica evidente que a tática de realizar as operações nos horários em que crianças e adolescentes estão indo e/ou voltando da escola, é utilizada para que os agentes do Estado tenham suas vidas resguardadas pela presença intensa de pessoas na rua, utilizando-as como escudo para qualquer tipo de abordagem.

 

3 - Pelo fim imediato das invasões de domicílio das moradoras e moradores por parte dos policiais das UPP que cercam o Complexo do Alemão.

* É inadmissível que os policiais, enquanto representação do Estado dentro do território, ajam diferente do que rege a Constituição Federal de 1988, no artigo 5º, inciso XI que diz que a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial. Desta maneira, não podemos admitir que nossos lares sejam feitos de base para confrontos dentro da favela, além de termos os nossos pertences quebrados e por vezes até roubados.

 

4 - Pelo fim imediato das abordagens caracterizadas pelas torturas cometidas por policiais das UPPs.

* Ainda tendo a Constituição Federal como base, é possível ler no inciso III a afirmação de que ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante. Com isso, não podemos aceitar que qualquer pessoa que circule no Complexo do Alemão, ao ser abordada por um militar sofra tratamento torturante e/ou abusivo.

 

Nós mulheres, pedimos aos grupos, instituições, ONGs, coletivos e qualquer indivíduo que seja sensível e solidário a luta de todas as pessoas que vivem no Complexo do Alemão, para que também assinem este abaixo-assinado, fortalecendo e contribuindo efetivamente para as mudanças que tanto precisamos para a nossa favela.

 

Para assinar, clique neste link (https://goo.gl/forms/dYKOQMrOuTkz41j63) e informe o seu nome e/ou de sua instituição.

 

 

Nós mulheres faveladas sabemos que somos nós, que mais carregamos todas as dores e angústias quando a favela sofre e sangra em mais uma grande operação policial. Operação essa que nunca respeitou o direito de liberdade das moradoras e moradores do Complexo do Alemão e muito menos as vidas que aqui (sobre)vivem. Sabemos também que os nossos maridos, irmãos, filhos e amigos são os mais criminalizados na favela. Sabemos que o fato de serem homens, favelados e em sua grande maioria pretos, é o que os sentenciam como marginais.

Se já não bastasse todo o caos que o Estado implementou nas favelas, as formas de adoecer e matar o nosso povo são diversas. Mata-se efetivamente através dos diversos tiros disparados e conhecidos por "bala perdida"; mata-se torturando; com terror psicológico, de angústia, mata-se de medo. E em nenhuma dessas maneiras de matar, o Estado se importa. Vidas nas favelas importam. Todas.

Com isso, todas nós mulheres, e também nossos maridos, irmãos, filhos e amigos, que assinam este abaixo-assinado, com a certeza de que nossas exigências serão respeitadas, solicitamos imediatas providências e respostas para os assuntos pautados a seguir:

 

1 - Pelo fim imediato do uso do "Caveirão" durante as operações na favela.

* O caveirão sempre foi um símbolo do terror psicológico que os policiais causam nas moradoras e moradores do Alemão. Além disso, através de toda a liberdade que os policiais acreditam ter no território, faz com que este carro cause destruição na favela. Ao passar pelas ruas apertadas da favela, o caveirão amassa carros, barracas de trabalhadoras e trabalhadores autônomos, arrebenta fios de energia, etc.

 

2 - Pelo fim imediato das realizações de operações policiais em horário escolar.

* Fica evidente que a tática de realizar as operações nos horários em que crianças e adolescentes estão indo e/ou voltando da escola, é utilizada para que os agentes do Estado tenham suas vidas resguardadas pela presença intensa de pessoas na rua, utilizando-as como escudo para qualquer tipo de abordagem.

 

3 - Pelo fim imediato das invasões de domicílio das moradoras e moradores por parte dos policiais das UPP que cercam o Complexo do Alemão.

* É inadmissível que os policiais, enquanto representação do Estado dentro do território, ajam diferente do que rege a Constituição Federal de 1988, no artigo 5º, inciso XI que diz que a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial. Desta maneira, não podemos admitir que nossos lares sejam feitos de base para confrontos dentro da favela, além de termos os nossos pertences quebrados e por vezes até roubados.

 

4 - Pelo fim imediato das abordagens caracterizadas pelas torturas cometidas por policiais das UPPs.

* Ainda tendo a Constituição Federal como base, é possível ler no inciso III a afirmação de que ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante. Com isso, não podemos aceitar que qualquer pessoa que circule no Complexo do Alemão, ao ser abordada por um militar sofra tratamento torturante e/ou abusivo.

 

Nós mulheres, pedimos aos grupos, instituições, ONGs, coletivos e qualquer indivíduo que seja sensível e solidário a luta de todas as pessoas que vivem no Complexo do Alemão, para que também assinem este abaixo-assinado, fortalecendo e contribuindo efetivamente para as mudanças que tanto precisamos para a nossa favela.

 

Para assinar, clique neste link (https://goo.gl/forms/dYKOQMrOuTkz41j63) e informe o seu nome e/ou de sua instituição.

 

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Watching: Entrevista com Luiz Carlos Prestes em 1985 na Tv Paraná
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