Despejo violento na ocupação da antiga Skol expõe o Estado de exceção

PCLCP-RJ

A antiga cervejaria, abandonada desde 1994 foi ocupada por quase 500 famílias do Complexo do Alemão em 2001. Em 2011 a Ocupação foi despejada e as casas dos moradores foram destruídas, com a promessa de que as famílias seriam reassentadas no mesmo local, que daria lugar a um novo conjunto habitacional. Essa informação foi publicada no Diário Oficial e na imprensa oficial do Governo do Estado1.

Para dar início às obras foi acordado entre as partes (Ex-Governador Sérgio Cabral e as famílias) que todas as famílias seriam cadastradas no aluguel social. Neste ano de 2016, após constantes atrasos de pagamento, despejados de suas casas, e enganados pelo Governo do Estado – até hoje não há nenhuma perspectiva do início das obras – não restou outra opção a não ser reocupar o terreno onde ficava a comunidade.

 

A ocupação

Na noite de quinta-feira, dia 29 de setembro, as famílias lideradas pela associação de moradores da Skol e apoiada pelo Movimento dos Trabalhadores sem Teto - MTST reocuparam o terreno. O local onde ficavam as casas construídas com muito esforço de cada morador/moradora deu lugar ao descaso promovido pelo governo do Estado do Rio de Janeiro. O imóvel virou um depósito de lixo e entulho.

Repressão da Polícia Militar

Às 10h da manhã de sábado (01/10), depois de já estabelecido o acampamento por mais de 24h, uma equipe da UPP comandada diretamente pelo Major Leonardo Gomes Zuma foi até a ocupação realizar o despejo sem nenhuma ordem Judicial, sem estabelecer diálogo e negociação, ou presença de oficiais de justiça. Sem expor os motivos para cumprir o despejo, haja visto que o imóvel pertence ao Governo do Estado e foi destinado à construção de moradias, ou seja, pertence às famílias, o Major mandou iniciar a operação de despejo.

Os policiais entraram no terreno jogando bomba de gás contra a comissão de negociação da ocupação e os acampados, empurrando senhoras de idade no chão, ateando fogo nos barracos e impedindo que os moradores retirassem seus pertences (como roupas, colchões e documentos). O Fundador do Jornal ONG Voz das Comunidades, Rene Silva e o fotógrafo Renato Moura, no exercício da profissão, foram detidos por “desacato” fato que comprova o grave ataque à liberdade de imprensa.  Um ocupante também foi detido sobre a mesma alegação. Mídiativistas do Mídia Ninja e os ativistas do Jornal Voz das Comunidades estavam transmitindo ao vivo.

Os sem-tetos resistiram pacificamente e permaneceram na ocupação. Às 16h o Major Zuma voltou no local com um aparato de Guerra, com policiais fortemente armados agredindo violentamente os sem-teto (conforme depoimento do repórter do jornal O Globo)². Efetuou disparos com munição letal, bombas de efeito moral, balas de borracha, gás e spray de pimenta contra a ocupação.

Policiais da UPP direcionaram a repressão a todos militantes do MTST. Violência física e agressão verbal  expõe a covardia e arbitrariedade cometida. Neste momento, um militante do RUA foi espancado e levado preso, outros dois militantes do MTST foram presos, sendo um o coordenador nacional Vitor Guimarães, que foi ferido na perna e agredido pela Polícia após estar algemado no chão. Vale ressaltar que os advogados presentes questionaram o Major para qual delegacia os presos seriam encaminhados, e o mesmo passou informações desencontradas, conduziu os detidos para as delegacias região e para a Cidade da Polícia no Jacarezinho.

O Polo Comunista Luiz Carlos Prestes que estava presente desde o início da Ocupação, repudia veementemente a operação fascista da Polícia Militar contra as famílias da Ocupação da Skol, aos comunicadores sociais do Jornal Voz das Comunidades e aos militantes sociais do MTST e RUA- Juventude Anticapitalista. Continuaremos apoiando os Moradores da Skol e o MTST nesta luta, e exigimos investigação e punição aos policiais envolvidos que atuaram de forma ilegal. O Governo do Estado do Rio de Janeiro deve prestar esclarecimento sobre a ação da Polícia Militar.

Estaremos na Luta para que a promessa saia do papel e se inicie imediatamente as obras. O entulho e lixo no terreno deve dar lugar às moradias.

 

 

1 http://www.emop.rj.gov.br/antigos-galpoes-de-cervejaria-dao-lugar-a-apartamentos/

² http://www.mprj.mp.br/home/-/detalhe-noticia/visualizar/33612;jsessionid=+ZRb-mEpljXFSQR5FkFk6Gg1.node1

 

PCLCP-RJ

A antiga cervejaria, abandonada desde 1994 foi ocupada por quase 500 famílias do Complexo do Alemão em 2001. Em 2011 a Ocupação foi despejada e as casas dos moradores foram destruídas, com a promessa de que as famílias seriam reassentadas no mesmo local, que daria lugar a um novo conjunto habitacional. Essa informação foi publicada no Diário Oficial e na imprensa oficial do Governo do Estado1.

Para dar início às obras foi acordado entre as partes (Ex-Governador Sérgio Cabral e as famílias) que todas as famílias seriam cadastradas no aluguel social. Neste ano de 2016, após constantes atrasos de pagamento, despejados de suas casas, e enganados pelo Governo do Estado – até hoje não há nenhuma perspectiva do início das obras – não restou outra opção a não ser reocupar o terreno onde ficava a comunidade.

A ocupação

Na noite de quinta-feira, dia 29 de setembro, as famílias lideradas pela associação de moradores da Skol e apoiada pelo Movimento dos Trabalhadores sem Teto - MTST reocuparam o terreno. O local onde ficavam as casas construídas com muito esforço de cada morador/moradora deu lugar ao descaso promovido pelo governo do Estado do Rio de Janeiro. O imóvel virou um depósito de lixo e entulho.

Repressão da Polícia Militar

Às 10h da manhã de sábado (01/10), depois de já estabelecido o acampamento por mais de 24h, uma equipe da UPP comandada diretamente pelo Major Leonardo Gomes Zuma foi até a ocupação realizar o despejo sem nenhuma ordem Judicial, sem estabelecer diálogo e negociação, ou presença de oficiais de justiça. Sem expor os motivos para cumprir o despejo, haja visto que o imóvel pertence ao Governo do Estado e foi destinado à construção de moradias, ou seja, pertence às famílias, o Major mandou iniciar a operação de despejo.

Os policiais entraram no terreno jogando bomba de gás contra a comissão de negociação da ocupação e os acampados, empurrando senhoras de idade no chão, ateando fogo nos barracos e impedindo que os moradores retirassem seus pertences (como roupas, colchões e documentos). O Fundador do Jornal ONG Voz das Comunidades, Rene Silva e o fotógrafo Renato Moura, no exercício da profissão, foram detidos por “desacato” fato que comprova o grave ataque à liberdade de imprensa.  Um ocupante também foi detido sobre a mesma alegação. Mídiativistas do Mídia Ninja e os ativistas do Jornal Voz das Comunidades estavam transmitindo ao vivo.

Os sem-tetos resistiram pacificamente e permaneceram na ocupação. Às 16h o Major Zuma voltou no local com um aparato de Guerra, com policiais fortemente armados agredindo violentamente os sem-teto. Efetuou disparos com munição letal, bombas de efeito moral, balas de borracha, gás e spray de pimenta contra a ocupação.

Policiais da UPP direcionaram a repressão a todos militantes do MTST. Violência física e agressão verbal  expõe a covardia e arbitrariedade cometida. Neste momento, um militante do RUA foi espancado e levado preso, outros dois militantes do MTST foram presos, sendo um o coordenador nacional Vitor Guimarães, que foi ferido na perna e agredido pela Polícia após estar algemado no chão. Vale ressaltar que os advogados presentes questionaram o Major para qual delegacia os presos seriam encaminhados, e o mesmo passou informações desencontradas, conduziu os detidos para as delegacias região e para a Cidade da Polícia no Jacarezinho.

O Polo Comunista Luiz Carlos Prestes que estava presente desde o início da Ocupação, repudia veementemente a operação fascista da Polícia Militar contra as famílias da Ocupação da Skol, aos comunicadores sociais do Jornal Voz das Comunidades e aos militantes sociais do MTST e RUA- Juventude Anticapitalista. Continuaremos apoiando os Moradores da Skol e o MTST nesta luta, e exigimos investigação e punição aos policiais envolvidos que atuaram de forma ilegal. O Governo do Estado do Rio de Janeiro deve prestar esclarecimento sobre a ação da Polícia Militar.

Estaremos na Luta para que a promessa saia do papel e se inicie imediatamente as obras. O entulho e lixo no terreno deve dar lugar às moradias.

 

1 http://www.emop.rj.gov.br/antigos-galpoes-de-cervejaria-dao-lugar-a-apartamentos/

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