Barrar o aumento da tarifa no Rio de Janeiro

Nota do Polo Comunista Luiz Carlos Prestes-RJ

Na cidade do Rio de Janeiro, logo no dia 02 de janeiro, os trabalhadores e o povo foram surpreendidos com mais um aumento das tarifas de ônibus municipais, antes eram absurdos R$ 3,40 e saltou para escandalosos R$ 3,80. Nos demais transportes intermunicipais como: trens, barcas e ônibus, os aumentos foram ainda mais severos, nos trens passaram de R$ 3,30 para R$ 3,70, seguido de R$ 5,00 para R$ 5,60 nas Barcas. A tarifa do bilhete único intermunicipal também aumentou de R$ 5,90 para R$ 6,50. Um verdadeiro ROUBO contra o povo pobre e trabalhador para garantir a farra dos monopólios do transporte no Rio de Janeiro. O Bilhete único tem sido usado para antecipar a venda de uma mercadoria que os monopólios transformam em capital aplicando o montante total no sistema financeiro, ampliando ainda mais suas fortunas.

Como se não bastasse o aumento da tarifa que atinge duramente todos que dependem do transporte público, o “Rei dos Ônibus”, Jacob Barata, ainda por cima intensifica a precariedade nos transportes e péssimas condição de trabalho. Impõe aos rodoviários a dupla função (motorista e cobrador), baixos salários e jornadas de trabalho que ultrapassam 44h semanais. A elite pensa o sistema de transportes no Rio de Janeiro priorizando o transporte rodoviária, segrega o povo e atua segundo a lógica da cidade-empresa, voltada para a garantia a rentabilidade do capital e não para a democratização do espaço urbano e melhoria da vida do povo e dos trabalhadores. 

Lutaremos para barrar esse aumento da tarifa! Mas iremos mais longe. É necessário construir de um projeto popular de transporte coletivo, visando a estatização do mesmo para que esteja sob gestão de empresas públicas que não tenham o lucro como eixo de atuação. Nosso horizonte é que o transporte seja um direito, portanto, gratuito. A desmercantilização do transporte coletivo é parte da luta pela Reforma Urbana e pelo direito à cidade! A cidade do Rio de Janeiro tem se tornado cada vez mais cobiçada pelo grande capital, a exemplo dos megaeventos, que servem para potencializar a especulação imobiliária. No entanto, a cidade é construída pelos trabalhadores, a quem é negado o direito de usufruí-la. As cidades transforma-se num balcão de negócios onde a infraestrutura urbana, investimentos e legislação são direcionados para atender os interesses privados. Trabalho coletivo e recursos públicos são canalizados para a geração de rendas ao proprietários fundiários, que capitalizam investimentos aumentando preços de aluguéis e imóveis, o que intensifica a expulsão dos pobres dos centros urbanos para periferias cada vez mais distantes (cujas terras são controladas cada vez mais por grandes construtoras), ampliando o déficit habitacional no Brasil (que chega hoje a 5,8 milhões de moradias, cerca de 20 milhões de pessoas), enquanto o sistema de transporte torna-se cada vez mais caro, precário e ineficiente.

É necessário unidade de todos e todas que se identificam com os princípios de esquerda, democráticos, progressistas, socialistas, de todos indivíduos, movimentos sociais, organizações e partidos políticos que estão junto com a classe trabalhadora e os setores populares. Só uma articulação verdadeira e combativa poderá nos levar à vitória contra mais esse aumento e o conjunto das políticas antipopulares de Eduardo Paes e Pezão!

Até a vitória!

 

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