Continuar mobilizados e avançar na luta em defesa da educação pública

A greve da educação federal iniciou em 28 de maio e atualmente se configura como uma das mais fortes da história. A base da FASUBRA, que reúne os técnico-administrativos em educação estão desde as primeiras semanas com 100% das entidades de base em greve. Essa disposição de luta e resistência é consequência dos ataques aos direitos dos trabalhadores e dos profundos cortes de investimentos da educação pública, o que leva a precarização das IFES assim como de toda comunidade acadêmica.

O último ataque foi o anúncio dos cortes de R$ 780 milhões para a CAPES que praticamente inviabilizarão as pesquisas nas universidades públicas brasileiras. Já é sentido na UFRGS, UFCSPA e IFRS a redução das bolsas, assim como já vemos a paralisação das obras de expansão dessas instituições. Segundo apresentação do Reitor Carlos Alexandre Netto, sobre os cortes no orçamento da UFRGS, este ano serão R$ 9 milhões a menos para serviços terceirizados (Segurança, Limpeza, RUs, etc). Esses cortes tornam ainda mais dramática uma situação que já era precária, com o atraso constante do pagamento dos trabalhadores terceirizados, assim como a falta de estrutura para a execução dos serviços.

Essas medidas demonstram o rumo escolhido pelo Governo diante da crise, que privilegia a remuneração do capital em detrimento das condições de vida da classe trabalhadora. A ampliação da terceirização e a redução da maioridade penal são medidas que demonstram e dão ênfase aos discursos de direita, o que corrobora a ofensiva reacionária na nossa sociedade. É um rumo que claramente favorece a acumulação do capital para o imperialismo, o latifúndio, os monopólios e cria um quadro de superexploração cada vez mais acentuada do povo brasileiro.

Diante dessa conjuntura, a greve tem cumprido um importante papel de denúncia e esclarecimento da população a respeito desses ataques à educação pública. Através de marchas pelas ruas e audiências na Assembleia Legislativa e Câmara de Vereadores, conseguimos mobilizar um movimento de resistência aos ataques aos nossos direitos.

Na Marcha da Educação Federal, realizada no dia 7 de julho, mais de 4 mil trabalhadores em educação e estudantes marcharam sobre Brasília exigindo o fim nos cortes do orçamento e melhores condições de ensino, trabalho e salário. Após essa demonstração de unidade e força de mobilização, garantimos que o Governo cumprisse uma agenda de negociações onde devemos pressionar pelo fim do ajuste fiscal e pelo avanço da pauta dos servidores públicos federais - com a discussão da plurianualidade, do índice de reajuste e da regulamentação da negociação coletiva com todos os SPFs. Nesse contexto, o fortalecimento do Fórum dos Servidores Públicos Federais passa a ser importante instrumento para avançar na luta pela data-base e por política salarial.

Nós, trabalhadores em educação, devemos neste momento intensificar a mobilização e a unidade com todos os campos de luta de esquerda a fim de resistir aos ataques aos nossos direitos. É preciso construir um caminho de conquistas e transformações que coloquem como objetivo da nossa sociedade o fim da exploração capitalista e a emancipação da humanidade, colocando o desenvolvimento do ser humano como o centro da construção de uma sociedade democrática, justa e soberana.

AVANTE NA LUTA! GREVE ATÉ A VITÓRIA!

 

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Watching: Convocatória II SENUP
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