Derrotar Aécio Neves no segundo turno e seguir na luta!

No segundo turno a tarefa prioritária é derrotar Aécio Neves do PSDB, representante mais autêntico do radicalismo burguês reacionário e do direcionamento político pró Estados Unidos na América Latina, que tem fortes chances de vencer as eleições. A posição mais firme e coerente nessa conjuntura é votar Dilma 13.

A direita radical tem possibilidade de retornar ao governo federal com um candidato que é “sangue do seu sangue” e que causa entusiasmo nos setores mais retrógrados da sociedade. Aécio Neves empolga os setores preconceituosos, que não suportam ver o povo se movimentando, se organizando, lutando pelos seus direitos. Empolga os que cultivam preconceitos contra os pobres, os negros, que veem na diminuição da maioridade penal a solução para a insegurança que vivemos. Empolga quem persegue homossexuais, e os que possuem fortes tendências xenofóbicas, como contra os nordestinos. Empolga os fascistas, como Bolsonaro, que embora ainda reduzidos, veem nele condições mais favoráveis para crescer. Mas Aécio não é apenas uma figura “simbolicamente” mais agradável aos ultraconservadores e reacionários. O perigo de sua vitória está no radical endurecimento das políticas contra os trabalhadores, como mostram as declarações sobre o “elevado” salário mínimo. O PSDB tem relações umbilicais com o imperialismo, seu candidato à ministro da Fazenda Armínio Fraga é presidente do Instituto Millenium, órgão financiado pelos EUA que reúne a intelectualidade orgânica da burguesia no Brasil. A vitória de Aécio Neves representa maior intervenção dos EUA no Brasil e na América Latina, como  indica seu próprio programa que propõem um giro na política externa do Brasil, de alianças econômicas com países da América do Sul, para uma “área de livre comércio com o México”, claro indicativo de ressuscitar projetos como a ALCA.

O PT tem grande responsabilidade pelo fortalecimento da direita e seu avanço nessas eleições, não apenas na corrida presidencial, mas no Congresso Nacional e nos estados. A JCA tem feito enfrentamentos às medidas antipopulares dos governos do PT e segue nas ruas em defesa da educação pública e gratuita, contra as medidas que privatizam as universidades e a produção do conhecimento científico, contra a precarização das condições de trabalho dos jovens, contra a criminalização dos movimentos sociais. Portanto, não temos ilusões. As tendências majoritárias que sempre dirigiram o PT nunca tiveram orientação clara pela superação do capitalismo. Este partido, embora tivesse profundos vínculos com os trabalhadores e as bases da sociedade, nunca foi um partido verdadeiramente revolucionário.  Em seu desenvolvimento, renunciou o que tinha de melhor em sua história, afastou-se da classe trabalhadora e se especializou na conciliação de classes, garantindo a “governabilidade” através de conchavos e não através do fortalecimento da organização das forças populares. Converteu-se, por fim, em um partido da ordem.

As transformações estruturais necessárias em nosso país exigem a articulação dos setores oprimidos e explorados pelo capitalismo sustentado no latifúndio, nos monopólios e no imperialismo. É necessário um programa que aponte soluções concretas aos problemas que o desenvolvimento capitalista não permite solucionar, como a reforma agrária, reforma urbana, soberania popular. Votar em Dilma no dia 26 de outubro, a partir desta orientação, não significa, portanto, comprometer-se com as políticas implantadas pelo PT, mas sim dar um golpe nas tendências fascistizantes e conter os danos da derrota sofrida já no primeiro turno das eleições. Mais que isso, a orientação da JCA vai no sentido de manter e aprofundar as lutas que conduzem à verdadeira transformação sonhada, muito para além da política institucional. Nossa intervenção política é permanente, nossa luta é na rua, nossa esperança é o comunismo.

Votar 13 para derrotar a extrema direita! Avançar nas ruas!

Juventude Comunista Avançando

Direção Nacional, 19 de Outubro de 2014.

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