RS - Nessas eleições vote em quem está diariamente comprometido com a luta dos trabalhadores!

Polo Comunista Luiz Carlos Prestes/RS

O PCLCP entende que o período eleitoral é um momento de debate das necessidades do povo brasileiro. Embora esta forma de democracia representativa não seja a saída para a transformação do Brasil, a eleição de candidatos que representem as demandas e anseios do povo e que utilizem os mandatos para potencializar as lutas, são as melhores opções no atual contexto.

Nesse sentido, apoiamos:

Luciana Genro para Presidente – 50

Roberto Robaina, para Governador – 50

Júlio Flores, para Senador – 160

Berna Menezes, para Deputada Federal – 5010

Pedro Ruas, para Deputado Estadual – 50000

As eleições de 2014 mostram o mesmo dilema dos últimos anos: de um lado o projeto conservador liberal, encabeçado pelo PSDB e sua coligação, e do outro os projetos conservadores disfarçados de social, representado pelo PT e Marina Silva e suas coligações. Nenhum desses projetos é capaz de garantir mudanças estruturais que levariam a resolução do grande atraso social, econômico e cultural do povo brasileiro. Apenas a organização e a luta popular podem superá-los.

 

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Para além das eleições!

Hoje, o povo brasileiro clama por necessidades básicas, como saúde, educação, trabalho e moradia. O maior problema é identificar quem são os nossos inimigos no conjunto da nossa sociedade.

Entendemos que as demandas do povo são reflexos da opressão dos monopólios associados ao capital financeiro internacional, do agronegócio e do latifúndio. Por isso, lutar por uma sociedade mais justa e igualitária é lutar pelo socialismo!

Os últimos governos não romperam com a estrutura de dependência ao capital, refletindo em um apoio massivo ao agronegócio (Bunge, Cargil, JBS, Brasil Foods) às empreiteiras (Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Odebrecht e Queiroz Galvão) e aos conglomerados bancários (Itaú/Unibanco, Bradesco, Santander) em detrimento de maiores recursos para as políticas sociais.

Outro problema estrutural é as privatizações. Enquanto o projeto conservador liberal privatiza e precariza os serviços púbicos de forma aberta e deliberada, o governo Dilma, seguindo a lógica privatista, o faz “as escondidas”. Fundações, leilões, terceirizações, parcerias publico-privada, todas cumprem em muito com a necessidade do capital: o lucro. Assim, os serviços deixam a desejar no atendimento das demandas populares, promovendo a superexploração dos trabalhadores. Subverte-se a lógica: o que eram direitos tornam-se mercadorias!

O Brasil, apesar de sua dependência e, ainda que participe de outros blocos econômicos, como o BRICS, está alinhado ao capital internacional e sua política imperialista. O Governo brasileiro, mesmo com algumas posturas progressistas no âmbito internacional, vacila na defesa da soberania e autodeterminação dos povos. Por exemplo, na omissão brasileira frente à presença das bases militares na América Latina, principalmente na Colômbia.

 

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Organizar-se é o caminho! Seja em seu local de trabalho, estudo ou moradia!

Devemos superar o atual modelo de sindicalismo!

A resposta aos problemas sociais é a organização na cidade e no campo. Para isso, é necessário que os trabalhadores, empregados ou não, fortaleçam seus instrumentos de luta: sejam sindicatos ou associações. É necessária a construção e organização da Intersindical: a central das classes trabalhadoras, sendo uma central sindical unitária, autônoma e independente aos partidos, patrões e ao estado. A atuação sindical deve se pautar pelas reais necessidades (como aumento de salário, redução de horas de trabalho e melhores condições de trabalho), sendo conduzida pelos trabalhadores, de forma a acumular experiências para superação da atual sociedade.

O SUS é do povo!

O SUS, que foi conquistado enquanto direito, faz o caminho inverso, com a regressão da estatização e a progressiva privatização ao longo das últimas décadas. Com a intensificação do projeto privatizante dos serviços públicos de saúde através de fundações privadas, parcerias público-privadas, Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – EBSERH, além da forte expansão dos planos de saúde privados voltados aos trabalhadores assalariados, vê-se o gradativo desmonte do SUS com a chancela dos governos Lula e Dilma. Através da atuação nos fórum e na frente nacional contra a privatização da saúde, defendemos o Sistema Único de Saúde público e estatal, com amplo acesso do conjunto da classe trabalhadora.

Educação para além do capital!

Nas escolas municipais, estaduais e federais, os projetos de precarização do ensino são uma realidade. Enquanto os professores sofrem com péssimas condições de trabalho e salários baixos, os estudantes são capacitados para servir de mão de obra barata. Nas universidades, a lógica do capital é mais perversa. Em vez de associar o ensino, pesquisa e extensão para resolução dos problemas imediatos da população, faz acordos e parcerias com grandes empresas, transferindo o conhecimento (e dinheiro!) público para a iniciativa privada. Defendemos uma educação popular, onde professores e trabalhadores possam construir e se beneficiar do ensino. Para a Universidade, deveremos compor um movimento por uma universidade popular, onde professores, funcionários e estudantes reconheçam as lutas do povo como suas.

A solidariedade é dos povos!

A solidariedade aos povos em luta, contra o imperialismo, que se manifesta de forma agressiva na palestina, sofrendo a agressão do estado sionista de israel. Na América latina, o embargo a Cuba e as políticas intervencionistas dos EUA.

 

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Acreditamos que um programa de governo deve propor a criação de mecanismos democráticos e eficientes de participação popular e comprometer-se com políticas anti-imperialistas e anti-monopolistas e anti-latifundiários. Também consideramos importante a articulação das campanhas presidencial e estaduais, com candidatos que fortaleçam a unidade do conjunto dos setores em luta. Por isso, defendemos as seguintes candidaturas:

Luciana Genro – Defende a revisão da lei de anistia e a abertura imediata e irrestrita dos arquivos da ditadura.

Roberto Robaina – Roberto Robaina representa a coligação PSOL/PSTU, a qual é uma importante iniciativa de partidos inseridos no conjuntos das lutas deste último período.

Júlio Flores – Combativo professor do estado, também foi ativista das grandes greves da categoria bancária e da luta contra a privatização do banco meridional.

Berna Menezes – Servidora da UFRGS, histórica lutadora e sindicalista da ASSUFRGS.

Pedro Ruas – Advogado trabalhista, criador da lei do troco, da redução de passagens e defensor das causas cubana e palestina.

 Polo Comunista Luiz Carlos Prestes/RS,

Setembro de 2014.

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Watching: Saudação do PCLCP ao Congresso de Fundação da Central
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