(Vídeo) Sargento Soares retoma debate público sobre sua permanência no PDT

O deputado Sargento Amauri Soares leu na tribuna documento originário da Comissão de Ética do PDT acusando o deputado pedetista de “conduta desonrosa, infiel e imoral”. De acordo com o parlamentar, a desonra, a imoralidade e a infidelidade cometidas dizem respeito ao fato de “não ter concordado em apoiar Dário e Djalma Berger”.

Soares afirmou que foi “um dos únicos pedetistas a defender os princípios estatutários, a luta dos trabalhadores e pelo socialismo”. Ele também comunicou os colegas e os catarinenses que “só falta a batida de martelo” para concretizar sua expulsão do PDT. “Vou ser expulso por não ser fiel aos infiéis”, ironizou, se referindo à direção estadual do partido.

Ele informou também que a reunião do PDT que instarou a comissão também decidiu ingressar o partido no governo de Raimundo Colombo (PSD). "Talvez por isso a presença deste parlamentar na sigla, que eles consideram dele, seja inconveniente", afirmou.

O deputado ainda informou que foi o próprio ministro Manoel Dias que assinou o documento comunicando a decisão da Comissão de Ética do PDT. “Mas nas últimas 48 horas ele deve estar muito preocupado por que a PF levou vários computadores do ministério”, declarou, aludindo à corrupção que assola o Ministério do Trabalho.