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Enfrentar “dois patos com uma cajadada só”: A crise das frações da direita radical e a saída proletária-popular

 




Após cinco meses desde sua posse, o Governo Bolsonaro enfrenta uma séria crise política. As contradições, que tem por raiz fundamental o aprofundamento da crise estrutural do capital, foram todas agravadas pelo movimento golpista que se instaurou no poder de Estado em 2016. Os efeitos mais nefastos da crise se agravam diante da efetivação da plataforma elaborada pelas oligarquias orgânicas do imperialismo e da burguesia monopolista interna mais integrada aos interesses do capital financeiro internacional. Uma programática de cunho antiproletário, antipopular, antinacional, antidemocrático, reacionário e obscurantista.

A ultradireita que se encastelou no executivo federal com o advento do governo Bolsonaro é portadora de um projeto sistematicamente fascistizante. Eduardo Bolsonaro (o Zero1, do clã) é o representante na América Latina do “Movimento”: rede de partidos e figuras políticas de extrema direita idealizado e coordenado por Steve Bannon, o estrategista da vitória eleitoral de Trump nos EUA. Trata-se de uma política de total servilismo aos EUA e à “internacional fascista” de Bannon. No caso de um fascismo de país dependente como o Brasil, em que o imperialismo é a fração dominante no bloco de poder, tal projeto caracteriza-se por um entreguismo sem limites. Busca, também, assegurar as condições repressivas para impor uma centralização acelerada de capital e descarregar os custos da crise econômica nas costas das classes oprimidas.


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Lula no cárcere: comentários sobre sua entrevista


Foto: Ricardo Stuckert.

Diante da entrevista do ex-presidente Lula, ilegal e injustamente no cárcere desde o ano passado e considerado uma importante (ainda que contraditória) liderança popular, o Polo Comunista Luiz Carlos Prestes apresenta abaixo breves comentários sobre o conteúdo de sua fala.

 

Clique aqui para acessar a entrevista na íntegra.

 

Lula sabe falar com o povo. Os primeiros minutos da entrevista foram os melhores. Mostrou que o “impeachment” e as arbitrariedades dos processos e condenações contra ele eram parte de um mesmo projeto golpista. Está envidentemente na ofensiva: atacou a Lava Jato (Moro/Dallagnol), o Departamento de Estado dos EUA, o TRF-4 ("juízes que nem leram o processo”), atacou também o STF, inclusive lamentando a proibição de “dar esta entrevista antes da eleição de 2018”; mas teve o cuidado de defender o Supremo como instituição (destaca  as  decisões do casamento homoafetivo,  demarcação da raposa da Serra do sol), sabendo que o governo do Boçalnazi o quer submeter de modo total e, se tiver força, até o fechar.

 

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SUPREMA VIOLAÇÃO

O Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Sr. José Antônio Dias Toffolli, em solenidade realizada em 4 de outubro de 2018, para comemorar o 30º ano da Constituição Federal, bradou à revelia de suas competências legais: “comunismo nunca mais”. Em seguida, tentou teorizar: “o antídoto” é o “nosso pacto fundante, a aniversariante de 1988”. Como se não bastasse, fazendo uma vulgar confusão entre a instituição e seus indivíduos componentes, completou na primeira pessoa do plural, com ênfase corporativa e acento grupal: “nós, o Supremo, somos e seremos os garantes desse pacto”.

Como as pessoas minimamente informadas sabem, jamais houve algo próximo a governo de comunistas no Brasil. Pelo contrário. Em 1848, quando certo espectro rondava a Europa, aqui ainda existia o escravismo e nem sequer fora instaurada a República. Passados quase 100 anos, os marxistas, depois de participarem superlativamente na luta contra o chamado Estado Novo e de contribuírem para introduzir os mais avançados dispositivos democráticos na Assembleia Constituinte de 1945, foram proscritos entre 1947 e 1985. O golpe de 1964, que interrompeu violentamente o mandato nacional-democrático de João Goulart, implantando o regime político mais repressivo e antipopular da história pátria, usou e abusou do anticomunismo, mas como pretexto para praticar o terrorismo de Estado.

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PCLCP-RS |CONTRA O FASCISMO SEM MEDO! AGIR RAPIDAMENTE E COM RACIONALIDADE!

Convidamos amigos (as) e companheiros(as) para participar ativamente dos espaços de construção da campanha do segundo turno para eleger Haddad. 

O resultado eleitoral do último domingo demonstrou o grave ascenso da antipolítica fascista, com a adesão de massas de trabalhadores à candidatura não somente de Jair Bolsonaro, mas também daqueles candidatos que de forma oportunista pegaram carona com o candidatura do PSL. 

No Estado do Rio Grande do Sul, vislumbramos a continuidade do projeto de desmonte do estado, representados tanto pelo MDB quanto pelo PSDB, com Sartori e Leite, respectivamente. Nas urnas, o projeto vencedor foi o de impostos altos para os trabalhadores e isenções fiscais e sonegação para os patrões. 

Sem qualquer escrúpulo e neste contexto de ataque aos serviços públicos, à educação, segurança e saúde públicas, MDB e PSDB gaúchos, resolveram entrar na dança perigosa e antidemocrática, declarando apoio ao fascismo. Com esse repugnante posicionamento oportunista, MDB e PSDB demonstram claramente que nenhuma questão democrática é suficiente frente a sua sanha de permanecer no gerenciamento do balcão de negócios do sistema político burguês. 

Como a história nos ensina, não há qualquer possibilidade de sobrevivência dos princípios democráticos nas sociedades em que os partidos permitam e mesmo apoiem a antipolítica fascista. 

Dessa maneira, se no plano nacional temos a possibilidade de derrotar a extrema-direita elegendo Fernando Haddad, do PT, em nível estadual essa possibilidade se fechou já no primeiro turno. Ainda que a candidatura de Miguel Rossetto tenha crescido nos dias que antecederam o pleito, a situação política extremamente conservadora e reacionária que encontramos hoje no Rio Grande do Sul impediu que o PT alcançasse o segundo turno. 

Muito além do petismo ou do antipetismo, em nível nacional  a disputa do campo democrático se faz contra o candidato que defende o golpe de 1964, a submissão ao imperialismo estadunidense, a privatização integral das nossas empresas públicas e riquezas naturais, o completo fim dos direitos trabalhistas, a eliminação das políticas sociais, transformar a segurança pública em guerra civil de extermínio, suprimir o regime democrático, a violação aos direitos fundamentais, o retrocesso político, o obscurantismo cultural e o moralismo conservador. Este é o programa que  recebe a adesão oportunista de Eduardo Leite e Sartori, que agora fazem coro com os fascistas.  

Diante dessa grave circunstância, não há qualquer possibilidade de defesa democrática que possa ser associada às candidaturas que estão no segundo turno das eleições para o governo gaúcho.

Por isso, o Polo Comunista Luiz Carlos Prestes, como demonstração de rejeição à vergonhosa adesão do MDB e do PSDB ao fascismo, indica  voto nulo para o segundo turno no estado do Rio Grande do Sul, ao mesmo tempo que se integra, em nível nacional,  às forças políticas e aos brasileiros que lutam para derrotar o candidato Jair Bolsonaro e eleger Fernando Haddad.

 

Direção Estadual do Rio Grande do Sul
Polo Comunista Luiz Carlos Prestes

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DERROTAR A EXTREMA-DIREITA, ELEGENDO FERNANDO HADDAD

A eleição presidencial chegou ao segundo turno. Os comunistas que, ao longo da história, jamais foram indiferentes ao que acontece nas esferas governamentais e sempre se preocuparam com os problemas imediatos das classes populres, vêm a público para expor sua posição em face do grave momento que assola o País e sobre o caráter da disputa em curso.

O candidato da extrema-direita – useiro e vezeiro dos conhecidos e brutais métodos fascistas de ação – tem um programa bem definido: defende o golpe de 1964, a submissão ao imperialismo estadunidense, a privatização integral das nossas empresas públicas e riquezas naturais, o completo fim dos direitos trabalhistas, a eliminação das políticas sociais, transformar a segurança pública em guerra civil de extermínio, suprimir o regime democrático, a violação aos direitos fundamentais, o retrocesso político, o obscurantismo cultural e o moralismo conservador.

A contradição principal no pleito vai muito além do mero petismo ou antipetismo, esquerda ou direita, comunistas ou capitalistas. O voto decidirá, concretamente, se o Brasil será governado pela facção mais truculenta e reacionária da burguesia, com suas características antidemocráticas, antinacionais e antipopulares, ou pela Coligação “O Brasil Feliz de Novo”, que agora expressa, tenha plena consciência disto ou não, a união ampla do campo democrático e progressista para além de partidos, ideologias, doutrinas, religiões e preferências políticas específicas.

O Polo Comunista Luiz Carlos Prestes – reafirmando suas ideias e convicções socialistas e revolucionárias, isto é, sua fidelidade aos objetivos estratégicos do proletariado e à emancipação humana – se integra às forças políticas e aos brasileiros que lutam para derrotar o candidato Jair Bolsonaro e eleger Fernando Haddad.

 

Brasil, 8 de outubro de 2018
DN Polo Comunista Luiz Carlos Prestes
Comissão Política Nacional do PRC

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Watching: Saudação do PCLCP ao Congresso de Fundação da Central
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