DERROTAR A DIREITA RADICAL E CONSTRUIR A ALTERNATIVA SOCIALISTA!

A derrota do movimento golpista envolve, sem dúvidas, muito mais do que uma vitória eleitoral da oposição anti-golpista. Contudo, a direita tradicional carrega, nestas eleições, um ponto fraco que lhe pode ser fatal: o povo sabe que o desastre do governo Temer é obra sua. É possível, e até provável, que o povo irá demonstrar nas urnas seu repúdio ao golpe e ao fascismo. Isto não significa, de modo algum, assumir uma absurda posição eufórica tipo "já ganhou". Seria uma enorme irresponsabilidade. Para além de ganhar, é muito importante ganhar com folga. A ofensiva pós-eleitoral da nova direita radical já está sendo preparada a olhos vistos. Essa movimentação é constatável tanto pelas criminosas declarações de “ilegitimidade” da eleição pelo Comandante das Forças Armadas, Villas Bôas, como por parte da mídia golpista que tenta desqualificar a segurança das urnas eletrônicas.

Contudo, unificar as massas, no momento, não significa que todos devam estar com o mesmo candidato no primeiro turno. Até porque isto agora não é possível. Não foi por acaso que Lênin dedicou-se com tanta atenção ao estudo da dialética entre revolução burguesa e revolução proletária; e, acompanhando a experiência histórica das lutas de classes, se esforçou em forjar uma política de unidade com outros partidos populares, que não divorciava a aliança política das críticas necessárias. Desde 1905 Lênin considerou os Socialistas-Revolucionários (S-R) − o grande partido das massas camponesas da Rússia, que ante s da revolução era bem maior do que o partido bolchevique − como potenciais aliados. Apesar disto, realizou ininterruptamente uma crítica rigorosa (às vezes amistosa, outras vezes mais severa, mas sempre compreensiva) de suas concepções filosóficas equivocadas, de seus erros de análise sobre a sociedade russa e o capitalismo da época, de suas ilusões políticas, etc. Não se deve cair nem na posição sectária que hostiliza quem não está de acordo em tudo, nem numa política de aliança acrítica que levaria a um amálgama sem princípios.

É necessário construir movimentos amplos e unitários, como o "# Ele Não", cujo sucesso foi estrondoso. Sua continuidade imediata passará, espontaneamente, pelos desdobramentos da campanha das candidaturas que se posicionam em oposição frontal ao golpe em curso; que devem reforçar sua unidade na luta contra as políticas do movimento golpista e o fascismo. Consideramos como pertencentes a este campo anti-golpe as candidaturas de Guilherme Boulos (PSOL), Fernando Haddad (PT) e Ciro Gomes (PDT). Nenhuma destas candidaturas carrega consigo um programa revolucionário; o que é compreensível nesta conjuntura de resistência. No entanto, há diferenças significativas entre elas. Na perspectiva do conteúdo político, a candidatura de Guilherme Boulos destaca-se como a mais disposta a enfrentar a dominação do bloco imperialista-monopolista-latifundiário. Apresenta menos ilusões na conciliação de classes e maior vigor no enfrentamento dos privilégios e na luta pelos interesses do povo trabalhador. Possui enraizamento ativo no setor mais consequente e combativo (ainda que minoritário) do movimento proletário e popular.

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Posição do PCLCP RS sobre as eleições 2018

Camaradas, companheiros(as) de luta e amigos!

As eleições são um importante momento de discussão e debate político na nossa sociedade. Nesse momento, intensificam-se os debates acerca das necessidades do conjunto dos trabalhadores. É um momento em que se cria um canal de diálogo, permitindo que os militantes comprometidos com a construção uma sociedade mais justa e igualitária transformem em programa os objetivos políticos mais sentidos de nosso povo, processo esse que pode abrir caminhos para a conquista da consciência dos trabalhadores. É um momento em que a grande maioria dos brasileiros tomará uma decisão e que a expressará através de seu voto.

Na realidade de nosso país, o processo eleitoral que vivemos hoje está bem combinado entre o bloco de poder e as instâncias de governo. Estamos longe da legalidade e da democracia. Porém, podemos impor alguma derrota ao projeto golpista através da eleição de candidaturas que tenham origem nas lutas em defesa dos direitos do nosso povo. É muito importante ter representantes identificados com a nossa luta e que sejam a expressão da nossa voz nos espaços de disputa institucional. Neste momento, é preciso expor um projeto alternativo, na perspectiva de reorganizar a classe, para barrar as contrarreformas e todo o projeto golpista.

Nesse sentido, a conferência eleitoral do PCLCP no Rio Grande do Sul encaminhou a construção da campanha dos seguintes candidatos:

Deputada Federal: Bernadete Menezes (PSOL)
Deputado Estadual: Pedro Ruas (PSOL)
Governo Estadual: Miguel Rossetto (PT)
Senadores: Paulo Paim (PT) e Cleber Soares (PCB)

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NICARÁGUA E EL SALVADOR: NA MIRA DO IMPERIALISMO

Como resultado da agudização das lutas populares que viveram os povos centro-americanos durante várias décadas - já a partir dos anos 20 do século passado - e também com a influência política da vitória e consolidação da Revolução Cubana e o apoio político e material da então União Soviética e do ex campo socialista, foi possível a organização de um poderoso movimento popular e de classes na América Central. Nesse contexto foram criadas as condições para a construção de organizações político-militares como a FSLN (Frente Sandinista de Libertação Nacional) em Nicarágua, a FMLN (Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional ) em El Salvador e a URNG (Unidade Revolucioária Nacional Guatemalteca) em Guatemala.

Por um século, os Estados Unidos considerou esta região como o seu pátio traseiro e manteve nesta área um férreo controle político, utilizando as oligarquias exportadoras de frutas, açúcar, algodão e café. Por meio de processos de ditaduras locais e/ou com intervenções militares diretas, garantiu o controle político dos movimentos sociais que se rebelavam no século passado. Ditaduras e grandes massacres foram as formas mais usadas para este controle.

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NAS RUAS E NAS URNAS: FORJAR A UNIDADE PARA DERROTAR O MOVIMENTO GOLPISTA O

O clima eleitoral que se instaurou em 2018 fez com que o debate sobre as diferentes pré-candidaturas se adiantasse e tomasse o cenário político nacional. Por mais instigante que possa ser a construção de candidaturas e o confronto de ideias nesse âmbito, as forças democráticas e de esquerda precisam se atentar para o fato latente de que não se trata de uma eleição ordinária. Essa eleição ocorrerá no interior de um clima de profundos retrocessos nos direitos sociais e nas garantias democráticas e civis do Estado brasileiro. É a eleição que ocorre simultaneamente e em função do desenvolvimento do movimento golpista que destituiu a Presidência da República através de um processo escandaloso e fraudulento de impeachment.

O golpe, marcado sobretudo pelo impeachment de 2016, mas que inicia antes desse ato e continua depois dele, inaugurou uma reorganização da autocracia burguesa no Brasil. Nunca se consolidou e nem é possível constituir uma democracia burguesa clássica no Brasil, de maneira que a chamada “Nova República” representou apenas uma reciclagem da autocracia, assumindo contornos minimamente democráticos muito pela pressão organizada dos “de baixo” durante o período constituinte. Agora, a autocracia burguesa no Brasil precisa se reorganizar para atender ao novo momento do capital em sua fase de crise estrutural: a sanha do capital financeiro internacional e do imperialismo ianque. O golpe de 2016, como processo, está remodelando a ordem jurídico-política de maneira a atingir seus objetivos econômico-sociais: a submissão completa das cadeias produtivas e das riquezas nacionais em prol dos grandes monopólios estrangeiros.           

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O real apoio à greve dos caminhoneiros passa pela luta pelo caráter 100% público da Petrobrás!

Certamente a greve dos caminhoneiros é apresentada pelos grandes veículos dos meios de comunicação de massas como o "maior acontecimento dos últimos tempos!" Existem pelo menos dois motivos para isso: para além do sensacionalismo dos monopólios midiáticos, há uma ação nefasta para desviar as pautas de lutas populares essencialmente justas em prol de seus objetivos privatizantes e geradores de maior desigualdade social.

Sabemos, mesmo antes do processo que conduziu ao Golpe de 2016, qual é o papel da grande mídia: limitar as reivindicações relacionadas às necessidades populares e “fabricar” uma interpretação reacionária dos problemas nacionais e da situação política. Assim a Mídia trabalha constantemente para iludir o povo com uma miríade de slogans enganosos, inundando as mentes populares com sua ideologia alienante, a serviço do capital. E tudo isso ao longo de muitos e muitos anos.

Dessa forma, os trabalhadores, fragmentados hoje em diversas categorias, ao sentirem os efeitos nefastos das políticas ditas neoliberais - das quais os recentes ataques aos direitos sociais e a deterioração das condições de vida são resultados imediatos – são induzidos à buscar “saídas individualistas”, conduzidos a desconsiderar a necessidade de mobilização e organização coletiva.

Assim, não vão além da superfície do problema aqueles que apenas apontam aspectos reacionários presentes na greve dos caminhoneiros, ou que ela em parte “se constitui num locaute”; ou os que, em sentido oposto, apenas reafirmam “apoio incondicional” a um movimento ideologicamente heterogêneo, ignorando a forte  influência patronal e da direita radical. Este maniqueísmo raso não fará avançar em nada a luta dos trabalhadores contra o imperialismo, os monopólios e o latifúndio.

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Multimídia

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Watching: Entrevista com Luiz Carlos Prestes em 1985 na Tv Paraná
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