O real apoio à greve dos caminhoneiros passa pela luta pelo caráter 100% público da Petrobrás!

Certamente a greve dos caminhoneiros é apresentada pelos grandes veículos dos meios de comunicação de massas como o "maior acontecimento dos últimos tempos!" Existem pelo menos dois motivos para isso: para além do sensacionalismo dos monopólios midiáticos, há uma ação nefasta para desviar as pautas de lutas populares essencialmente justas em prol de seus objetivos privatizantes e geradores de maior desigualdade social.

Sabemos, mesmo antes do processo que conduziu ao Golpe de 2016, qual é o papel da grande mídia: limitar as reivindicações relacionadas às necessidades populares e “fabricar” uma interpretação reacionária dos problemas nacionais e da situação política. Assim a Mídia trabalha constantemente para iludir o povo com uma miríade de slogans enganosos, inundando as mentes populares com sua ideologia alienante, a serviço do capital. E tudo isso ao longo de muitos e muitos anos.

Dessa forma, os trabalhadores, fragmentados hoje em diversas categorias, ao sentirem os efeitos nefastos das políticas ditas neoliberais - das quais os recentes ataques aos direitos sociais e a deterioração das condições de vida são resultados imediatos – são induzidos à buscar “saídas individualistas”, conduzidos a desconsiderar a necessidade de mobilização e organização coletiva.

Assim, não vão além da superfície do problema aqueles que apenas apontam aspectos reacionários presentes na greve dos caminhoneiros, ou que ela em parte “se constitui num locaute”; ou os que, em sentido oposto, apenas reafirmam “apoio incondicional” a um movimento ideologicamente heterogêneo, ignorando a forte  influência patronal e da direita radical. Este maniqueísmo raso não fará avançar em nada a luta dos trabalhadores contra o imperialismo, os monopólios e o latifúndio.

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PCLCP com Boulos e Guajajara, contra o golpe,em defesa da classe trabalhadora!

Posição do PCLCP sobre as eleições presidenciais de 2018

O golpe deflagrado em 2016 ainda está em curso, as ofensivas às liberdades democráticas estão se acentuando no último período, a conjuntura dos países vizinhos ao Brasil iniciou um processo de acirramento da luta de classes: o golpe ainda não atingiu todos os objetivos de dominação econômica das riquezas brasileiras e, por consequência, não há garantia de eleições em condições minimamente democráticas como as ocorridas desde a “abertura lenta e gradual”.


A prisão de Lula, através de uma descarada manipulação dos meios jurídicos e midiáticos com a clara intenção de influenciar o resultado de possíveis eleições, nos coloca o desafio de compreender as contradições envolvidas nas lutas em defesa da democracia, e as perspectivas de transformações que podemos ter com um processo eleitoral. A prisão de Lula, no viés da burguesia, garante e salvaguarda as eleições burguesas - fraudando-as ao mesmo tempo. Cabe a nós atuar na defesa da democracia, contra a prisão de Lula e contra o golpe que aprofunda a exploração da classe trabalhadora.

Mas a tarefa mais importante no exato momento é observar a estratégia que defendemos para superar o atual momento brasileiro e desenrolar as devidas táticas. Temos um compromisso de construção do bloco histórico, com forças sociais capazes de empreender uma luta consequente contra o imperialismo, o latifúndio, os monopólios e caminhar em direção ao socialismo em nossa pátria. Esse compromisso nos levou à alianças eleitorais com o PSOL, que carrega as reivindicações populares para o debate que ocorre na sociedade durante este singular período no calendário brasileiro. Se consideramos que as eleições são um bom momento para trabalhar a consciência do povo, é no PSOL que encontramos os aliados das lutas cotidianas e que carregam as pautas pelas quais também lutamos, mesmo que algumas diferenciações.

Desta forma, a direção nacional do Polo Comunista Luiz Carlos Prestes, após consulta às bases, definiu pelo apoio e construção da pré-candidatura de Guilherme Boulos e Sônia Guajajara. Vamos com Boulos, por ser uma liderança de um dos mais combativos movimentos sociais da atualidade, o MTST, e por estar presente em todas as lutas de âmbito nacional que estivemos desde 2015 com o início do processo de impeachment, a EC 95 do congelamentos dos recursos públicos, a Reforma Trabalhista e a Previdenciária, e recentemente na campanha pelo direito de Lula ser candidato. Além disso, representa o conjunto de forças que construíram a Frente Povo Sem Medo, frente de massa que articula e une as pautas de diversas organizações que compomos ou temos relações. O apoio à candidatura de Boulos e Guajajara neste momento é defender uma postura de luta contra o golpe, em defesa dos direitos democráticos, de resgate da soberania nacional e com potencialidade de denunciar a ilusão da política de conciliação de classes defendida pelos governos do PT - e por nós combatida nos últimos 15 anos.

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Liberdade para Jesús Santrich!

Nesta segunda-feira (09/04) se tornou pública a detenção do dirigente da Fuerza Alternativa Revolucionária del Común (FARC) Jesús Santrich pela fiscalia colombiana, a mando do governo dos Estados Unidos.  A prisão, sem provas, é mais uma forma de atacar o processo de paz na Colômbia e as organizações revolucionárias deste país. Os Estados Unidos acusam Jesús de ter envolvimento com narcotráfico, controlando envios de remessas de drogas da Colômbia para os EUA e exigem que o militante seja preso extraditado – numa medida sem qualquer previsão legal e numa clara tentativa de desarticular a FARC.

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Ocupar as ruas e fortalecer a resistência contra a prisão de Lula!

O golpe chegou ao que pode ser o seu momento mais crítico. A negação por parte do STF do Habeas Corpus de Lula na última quarta-feira (4/4) concretizou o processo de condenação do ex-presidente, corroborando todas as ilegalidades e o uso político do aparato jurídico em sentido pró-golpe.
 
No dia seguinte a ordem de prisão já foi encaminhada e à noite Lula e os movimentos sociais decidiram resistir à prisão dentro do Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo do Campo (SP). Dado todo o histórico de três anos da escalada golpista, torna-se evidente que o que se coloca em jogo agora é uma espécie de tudo ou nada, já que o comitê central golpista se formou preparado para não recuar sob hipótese alguma, e o movimento de resistência acena pela primeira vez com esta posição.
 
Importante ressaltar que há um fio condutor vinculado à utilização das Forças Armadas como instrumento de reação em caso de "perturbação" do andamento da agenda golpista. Nos áudios dos diálogos entre Jucá e Sérgio Machado, em março de 2015, Jucá já falava que estava "conversando com os generais, comandantes militares". Em seguida afirmava que "Está tudo tranquilo, os caras dizem que vão garantir. Estão monitorando o MST, não sei o quê, para não perturbar".
 

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Do luto à luta: resistir e pautar a política nacional

O cruel assassinato de Anderson Gomes e Marielle Franco fez com que a comoção do povo se traduzisse em atos por todo o país no dia seguinte a sua morte. Rio de Janeiro, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, São Paulo, Salvador... diversas cidades manifestaram sua indignação pelo ato político do assassinato da importante lutadora carioca. Dia 20, novos atos são chamados para todo o país.

A trajetória de Marielle Franco é semelhante a muitos camaradas e companheiros de luta por todo o Brasil. Mulher, negra, trabalhadora, de comunidade. Conseguiu realizar os estudos em Universidade Federal e dedicou-se ao candente problema social da militarização da sociedade carioca. Mais que isso: entregou-se a militância pelos direitos humanos de todos e todas no Rio de Janeiro. O que, para incompreensão da direita, incluem as famílias de policiais que também morrem na guerra que apenas delimita os novos rumos do tráfico no estado.

Seu assassinato é um ato político na tentativa de criar um limite: não venham até aqui. Não ousem avançar sobre estas pautas. Que mulheres negras e trabalhadoras não ousem escolher a militância, os direitos humanos, o socialismo.

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Multimídia

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Watching: Saudação do PCLCP ao Congresso de Fundação da Central
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