Posição do PCLCP RS sobre as eleições 2018

Camaradas, companheiros(as) de luta e amigos!

As eleições são um importante momento de discussão e debate político na nossa sociedade. Nesse momento, intensificam-se os debates acerca das necessidades do conjunto dos trabalhadores. É um momento em que se cria um canal de diálogo, permitindo que os militantes comprometidos com a construção uma sociedade mais justa e igualitária transformem em programa os objetivos políticos mais sentidos de nosso povo, processo esse que pode abrir caminhos para a conquista da consciência dos trabalhadores. É um momento em que a grande maioria dos brasileiros tomará uma decisão e que a expressará através de seu voto.

Na realidade de nosso país, o processo eleitoral que vivemos hoje está bem combinado entre o bloco de poder e as instâncias de governo. Estamos longe da legalidade e da democracia. Porém, podemos impor alguma derrota ao projeto golpista através da eleição de candidaturas que tenham origem nas lutas em defesa dos direitos do nosso povo. É muito importante ter representantes identificados com a nossa luta e que sejam a expressão da nossa voz nos espaços de disputa institucional. Neste momento, é preciso expor um projeto alternativo, na perspectiva de reorganizar a classe, para barrar as contrarreformas e todo o projeto golpista.

Nesse sentido, a conferência eleitoral do PCLCP no Rio Grande do Sul encaminhou a construção da campanha dos seguintes candidatos:

Deputada Federal: Bernadete Menezes (PSOL)
Deputado Estadual: Pedro Ruas (PSOL)
Governo Estadual: Miguel Rossetto (PT)
Senadores: Paulo Paim (PT) e Cleber Soares (PCB)

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NICARÁGUA E EL SALVADOR: NA MIRA DO IMPERIALISMO

Como resultado da agudização das lutas populares que viveram os povos centro-americanos durante várias décadas - já a partir dos anos 20 do século passado - e também com a influência política da vitória e consolidação da Revolução Cubana e o apoio político e material da então União Soviética e do ex campo socialista, foi possível a organização de um poderoso movimento popular e de classes na América Central. Nesse contexto foram criadas as condições para a construção de organizações político-militares como a FSLN (Frente Sandinista de Libertação Nacional) em Nicarágua, a FMLN (Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional ) em El Salvador e a URNG (Unidade Revolucioária Nacional Guatemalteca) em Guatemala.

Por um século, os Estados Unidos considerou esta região como o seu pátio traseiro e manteve nesta área um férreo controle político, utilizando as oligarquias exportadoras de frutas, açúcar, algodão e café. Por meio de processos de ditaduras locais e/ou com intervenções militares diretas, garantiu o controle político dos movimentos sociais que se rebelavam no século passado. Ditaduras e grandes massacres foram as formas mais usadas para este controle.

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NAS RUAS E NAS URNAS: FORJAR A UNIDADE PARA DERROTAR O MOVIMENTO GOLPISTA O

O clima eleitoral que se instaurou em 2018 fez com que o debate sobre as diferentes pré-candidaturas se adiantasse e tomasse o cenário político nacional. Por mais instigante que possa ser a construção de candidaturas e o confronto de ideias nesse âmbito, as forças democráticas e de esquerda precisam se atentar para o fato latente de que não se trata de uma eleição ordinária. Essa eleição ocorrerá no interior de um clima de profundos retrocessos nos direitos sociais e nas garantias democráticas e civis do Estado brasileiro. É a eleição que ocorre simultaneamente e em função do desenvolvimento do movimento golpista que destituiu a Presidência da República através de um processo escandaloso e fraudulento de impeachment.

O golpe, marcado sobretudo pelo impeachment de 2016, mas que inicia antes desse ato e continua depois dele, inaugurou uma reorganização da autocracia burguesa no Brasil. Nunca se consolidou e nem é possível constituir uma democracia burguesa clássica no Brasil, de maneira que a chamada “Nova República” representou apenas uma reciclagem da autocracia, assumindo contornos minimamente democráticos muito pela pressão organizada dos “de baixo” durante o período constituinte. Agora, a autocracia burguesa no Brasil precisa se reorganizar para atender ao novo momento do capital em sua fase de crise estrutural: a sanha do capital financeiro internacional e do imperialismo ianque. O golpe de 2016, como processo, está remodelando a ordem jurídico-política de maneira a atingir seus objetivos econômico-sociais: a submissão completa das cadeias produtivas e das riquezas nacionais em prol dos grandes monopólios estrangeiros.           

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O real apoio à greve dos caminhoneiros passa pela luta pelo caráter 100% público da Petrobrás!

Certamente a greve dos caminhoneiros é apresentada pelos grandes veículos dos meios de comunicação de massas como o "maior acontecimento dos últimos tempos!" Existem pelo menos dois motivos para isso: para além do sensacionalismo dos monopólios midiáticos, há uma ação nefasta para desviar as pautas de lutas populares essencialmente justas em prol de seus objetivos privatizantes e geradores de maior desigualdade social.

Sabemos, mesmo antes do processo que conduziu ao Golpe de 2016, qual é o papel da grande mídia: limitar as reivindicações relacionadas às necessidades populares e “fabricar” uma interpretação reacionária dos problemas nacionais e da situação política. Assim a Mídia trabalha constantemente para iludir o povo com uma miríade de slogans enganosos, inundando as mentes populares com sua ideologia alienante, a serviço do capital. E tudo isso ao longo de muitos e muitos anos.

Dessa forma, os trabalhadores, fragmentados hoje em diversas categorias, ao sentirem os efeitos nefastos das políticas ditas neoliberais - das quais os recentes ataques aos direitos sociais e a deterioração das condições de vida são resultados imediatos – são induzidos à buscar “saídas individualistas”, conduzidos a desconsiderar a necessidade de mobilização e organização coletiva.

Assim, não vão além da superfície do problema aqueles que apenas apontam aspectos reacionários presentes na greve dos caminhoneiros, ou que ela em parte “se constitui num locaute”; ou os que, em sentido oposto, apenas reafirmam “apoio incondicional” a um movimento ideologicamente heterogêneo, ignorando a forte  influência patronal e da direita radical. Este maniqueísmo raso não fará avançar em nada a luta dos trabalhadores contra o imperialismo, os monopólios e o latifúndio.

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PCLCP com Boulos e Guajajara, contra o golpe,em defesa da classe trabalhadora!

Posição do PCLCP sobre as eleições presidenciais de 2018

O golpe deflagrado em 2016 ainda está em curso, as ofensivas às liberdades democráticas estão se acentuando no último período, a conjuntura dos países vizinhos ao Brasil iniciou um processo de acirramento da luta de classes: o golpe ainda não atingiu todos os objetivos de dominação econômica das riquezas brasileiras e, por consequência, não há garantia de eleições em condições minimamente democráticas como as ocorridas desde a “abertura lenta e gradual”.


A prisão de Lula, através de uma descarada manipulação dos meios jurídicos e midiáticos com a clara intenção de influenciar o resultado de possíveis eleições, nos coloca o desafio de compreender as contradições envolvidas nas lutas em defesa da democracia, e as perspectivas de transformações que podemos ter com um processo eleitoral. A prisão de Lula, no viés da burguesia, garante e salvaguarda as eleições burguesas - fraudando-as ao mesmo tempo. Cabe a nós atuar na defesa da democracia, contra a prisão de Lula e contra o golpe que aprofunda a exploração da classe trabalhadora.

Mas a tarefa mais importante no exato momento é observar a estratégia que defendemos para superar o atual momento brasileiro e desenrolar as devidas táticas. Temos um compromisso de construção do bloco histórico, com forças sociais capazes de empreender uma luta consequente contra o imperialismo, o latifúndio, os monopólios e caminhar em direção ao socialismo em nossa pátria. Esse compromisso nos levou à alianças eleitorais com o PSOL, que carrega as reivindicações populares para o debate que ocorre na sociedade durante este singular período no calendário brasileiro. Se consideramos que as eleições são um bom momento para trabalhar a consciência do povo, é no PSOL que encontramos os aliados das lutas cotidianas e que carregam as pautas pelas quais também lutamos, mesmo que algumas diferenciações.

Desta forma, a direção nacional do Polo Comunista Luiz Carlos Prestes, após consulta às bases, definiu pelo apoio e construção da pré-candidatura de Guilherme Boulos e Sônia Guajajara. Vamos com Boulos, por ser uma liderança de um dos mais combativos movimentos sociais da atualidade, o MTST, e por estar presente em todas as lutas de âmbito nacional que estivemos desde 2015 com o início do processo de impeachment, a EC 95 do congelamentos dos recursos públicos, a Reforma Trabalhista e a Previdenciária, e recentemente na campanha pelo direito de Lula ser candidato. Além disso, representa o conjunto de forças que construíram a Frente Povo Sem Medo, frente de massa que articula e une as pautas de diversas organizações que compomos ou temos relações. O apoio à candidatura de Boulos e Guajajara neste momento é defender uma postura de luta contra o golpe, em defesa dos direitos democráticos, de resgate da soberania nacional e com potencialidade de denunciar a ilusão da política de conciliação de classes defendida pelos governos do PT - e por nós combatida nos últimos 15 anos.

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Watching: Entrevista com Luiz Carlos Prestes em 1985 na Tv Paraná
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