O avanço da barbárie imperialista e a resistência do povo trabalhador

Contribuição do Movimento Avançando Sindical (MAS)


A conjuntura internacional pode ser sinteticamente abordada a partir do acirramento da crise estrutural do capital1, com o prolongamento por quase uma década da crise dos subprimes (2008) em que a crise financeira é apenas a consequência do atual estágio de desenvolvimento do sistema sociometabólico do capital. É o Capital a raiz dos principais problemas e desafios estruturais que a humanidade enfrenta na contemporaneidade.

A formação imperialista do capital e em particular a hegemonia estadunidense evidenciam as principais estratégias de reprodução de um sistema social que para se manter de pé é obrigado a submeter povos e nações inteiras à mais profunda barbárie social.

As Guerras Mundiais do século XX são exemplos de como as alternativas para a saída das crises do capital ocorreram pelo fortalecimento do complexo industrial militar, contudo, estas perspectivas chegaram ao limite no momento do domínio da fissão nuclear e da corrida por armamento nuclear durante e após a “guerra fria”2. Atualmente a capacidade do armamento nuclear das grandes potências militares é suficiente para destruir a superfície do planeta terra mais de uma centena de vezes. Ou seja, estamos diante de um limite em que a própria existência da humanidade está em cheque.

 

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24 de maio: uma sacudida na Capital Federal

 
Brasília, a capital brasileira desde 1960, nunca tinha sido palco de uma manifestação tão grande quanto a que ocorreu no dia 24 de maio. Estima-se que cerca de 200 mil pessoas marcharam em direção ao Congresso Nacio-nal, o Palácio do Governo e o Supremo Tribunal Federal, com três consignas claras e unânimes: contra a destrui-ção da previdência social, contra o aniquilamento das leis trabalhistas, Fora Temer e fim do golpe. Foi também a manifestação mais forte de todos os tempos em termos de disposição para a resistência e para a luta. Não por acaso, o golpista Michel Temer acabou assinando um decreto autorizando “o emprego das Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem no Distrito Federal”. Segundo o ministro da defesa, a convocação do exército foi uma solicitação do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.
 

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Derrotar Temer e o golpe, em defesa dos direitos!

Para além das Diretas Já, construir o  bloco popular

Antes de tudo, é preciso dizer que os acontecimentos dos últimos dias no Brasil são resultado da capacidade de luta da classe trabalhadora e do povo oprimido em geral. A força das mobilizações populares que vêm crescendo desde o segundo semestre do ano passado, dos dias de luta, das ocupações estudantis, da luta geral contra os projetos de regressão de direitos, atingiu níveis extraordinários nos primeiros meses deste ano de 2017.

Tivemos o maior 8 de março da história do Brasil e em 15 de março pelo menos um milhão de brasileiros e brasileiras foram às ruas protestar contra a destruição da previdência pública, das leis trabalhistas e contra a terceirização. Ali estava começando a virada. O governo golpista de Michel Temer passou a ter dificuldade para aprovar a pauta requerida pelo movimento golpista. A Greve Geral do dia 28 de abril, a maior pelo menos das últimas três décadas (talvez a maior da história), com apoio da maioria da população, estabeleceu uma linha de corte. Temer não tinha mais força para cumprir o papel a que se propusera em novembro de 2015: acabar com os direitos conquistados historicamente pela classe trabalhadora e entregar todas as riquezas do país para os monopólios imperialistas.

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Derrotar a regressão social e o governo golpista! Avançar na organização da soberania popular

A força da Greve Geral do dia 28 de abril deste ano de 2017 confirma a tendência já percebida nas manifestações dos dias 8 e 15 de março: é crescente a capacidade de luta da classe trabalhadora e dos setores oprimidos no Brasil. A elevação do nível de consciência sobre a gravidade da proposta de contrarreforma da previdência, do projeto de contrarreforma trabalhista e dos projetos de terceirização estabelece a possibilidade concreta de lutas mais fortes, mais amplas e, ao mesmo tempo, mais radicalizadas. É preciso que as direções das organizações populares percebam isso e definam táticas de lutas que possam ampliar a participação popular e permitir que a luta se desenvolva em toda sua profundidade.

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Nota de repúdio à ação violenta da PM-AM contra a militante Taly Nayandra do PCB

O Polo Comunista Luiz Carlos Prestes (PCLCP) repudia a ação repressiva violenta e injustificável contra a a militante do PCB Taly Nayandra, ocorrida na noite de sábado (25/02) na cidade de Manaus-AM.
A militante é uma figura pública, foi candidata à vice-prefeita nas últimas eleições em chapa composta por PSOL e PCB, e foi expressamente "xingada" de comunista pelos policiais que a espancaram, o que deixa evidente o conteúdo ideológico da ação. É notório que as perseguições e a violência injustificada contra militantes de esquerda tem se intensificado muito no último período, numa onda crescente de ódio que se fortalece tanto no âmbito do Estado quanto na sociedade em geral. Não temos dúvida de que isso compõe o quadro de triunfo da reação de extrema direita impulsionado pelo processo golpista atravessado pelo país.
Nos somamos na luta contra a repressão e nos solidarizamos com a militante e seu partido.

 

Link da nota do PCB: https://pcb.org.br/portal2/13670