Liberdade para Jesús Santrich!

Nesta segunda-feira (09/04) se tornou pública a detenção do dirigente da Fuerza Alternativa Revolucionária del Común (FARC) Jesús Santrich pela fiscalia colombiana, a mando do governo dos Estados Unidos.  A prisão, sem provas, é mais uma forma de atacar o processo de paz na Colômbia e as organizações revolucionárias deste país. Os Estados Unidos acusam Jesús de ter envolvimento com narcotráfico, controlando envios de remessas de drogas da Colômbia para os EUA e exigem que o militante seja preso extraditado – numa medida sem qualquer previsão legal e numa clara tentativa de desarticular a FARC.

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Ocupar as ruas e fortalecer a resistência contra a prisão de Lula!

O golpe chegou ao que pode ser o seu momento mais crítico. A negação por parte do STF do Habeas Corpus de Lula na última quarta-feira (4/4) concretizou o processo de condenação do ex-presidente, corroborando todas as ilegalidades e o uso político do aparato jurídico em sentido pró-golpe.
 
No dia seguinte a ordem de prisão já foi encaminhada e à noite Lula e os movimentos sociais decidiram resistir à prisão dentro do Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo do Campo (SP). Dado todo o histórico de três anos da escalada golpista, torna-se evidente que o que se coloca em jogo agora é uma espécie de tudo ou nada, já que o comitê central golpista se formou preparado para não recuar sob hipótese alguma, e o movimento de resistência acena pela primeira vez com esta posição.
 
Importante ressaltar que há um fio condutor vinculado à utilização das Forças Armadas como instrumento de reação em caso de "perturbação" do andamento da agenda golpista. Nos áudios dos diálogos entre Jucá e Sérgio Machado, em março de 2015, Jucá já falava que estava "conversando com os generais, comandantes militares". Em seguida afirmava que "Está tudo tranquilo, os caras dizem que vão garantir. Estão monitorando o MST, não sei o quê, para não perturbar".
 

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Do luto à luta: resistir e pautar a política nacional

O cruel assassinato de Anderson Gomes e Marielle Franco fez com que a comoção do povo se traduzisse em atos por todo o país no dia seguinte a sua morte. Rio de Janeiro, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, São Paulo, Salvador... diversas cidades manifestaram sua indignação pelo ato político do assassinato da importante lutadora carioca. Dia 20, novos atos são chamados para todo o país.

A trajetória de Marielle Franco é semelhante a muitos camaradas e companheiros de luta por todo o Brasil. Mulher, negra, trabalhadora, de comunidade. Conseguiu realizar os estudos em Universidade Federal e dedicou-se ao candente problema social da militarização da sociedade carioca. Mais que isso: entregou-se a militância pelos direitos humanos de todos e todas no Rio de Janeiro. O que, para incompreensão da direita, incluem as famílias de policiais que também morrem na guerra que apenas delimita os novos rumos do tráfico no estado.

Seu assassinato é um ato político na tentativa de criar um limite: não venham até aqui. Não ousem avançar sobre estas pautas. Que mulheres negras e trabalhadoras não ousem escolher a militância, os direitos humanos, o socialismo.

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Marielle, presente!

O Polo Comunista Luiz Carlos Prestes, a Juventude Comunista Avançando e o  Movimento Avançando Sindical vêm a público se solidarizar com os familiares da vereadora Marielle Franco, seus amigos e os  companheiros do PSOL. É com muito pesar e indignação que recebemos a notícia do assassinato brutal da companheira do PSOL, a vereadora Marielle Franco e do motorista que a acompanhava, Anderson Pedro Gomes. Lutadora social, do movimento negro, militante pelos direitos humanos, moradora da favela da Maré, Marielle foi eleita vereadora da cidade do Rio de Janeiro, na eleição de 2016, com o quinto maior número de votos do pleito. Mulher negra, moradora de favela, socióloga combatente, atualmente tinha sido nomeada para a Comissão da Câmara para investigar possíveis violações de Direitos Humanos no processo de intervenção militar no estado do Rio, bem como vinha denunciando intensivamente há alguns dias a costumeira incursão violenta da Polícia Militar nas favelas do Rio. No último caso, na Favela de Acari, a incursão policial levou à execução de dois jovens. 

A intervenção militar intensificou a violência de Estado e os constantes conflitos de organizações criminosas, tais como as milícias e o PCC, que vem ganhando cada vez mais domínio dos territórios. O assassinato de Marielle é um alerta para toda a esquerda e militância progressista e democrática em geral, não só carioca, mas de todo o Brasil. Sem dúvida alguma, esse bárbaro ato, que possui diversas características de crime político, está inserido na lógica de aprofundamento e recrudescimento do Estado de exceção que vem sendo construído desde o Golpe de 2016, que destituiu a presidente constitucionalmente eleita Dilma Rousseff e vem atacando a classe trabalhadora, golpe pautado pelos interesses do imperialismo, do latifúndio e dos monopólios.  

Não podemos nos deixar calar e intimidar! O silêncio intensifica a violência, não o contrário!  É hora de o povo e movimentos sociais seguir ocupando as ruas e favelas do Rio e de todo Brasil, a luta da companheira Marielle contra as arbitrariedades do Estado, o genocídio negro e as desigualdades do capitalismo é também a nossa luta! 

 

ABAIXO O GENOCÍDIO DO POVO NEGRO!
ABAIXO A INTERVENÇÃO MILITAR! 

 Marielle Franco, PRESENTE !!! Hoje e Sempre !!

 

Polo Comunista Luiz Carlos Prestes - PCLCP
Juventude Comunista Avançando - JCA
Movimento Avançando Sindical - MAS

Intervenção Militar no Rio: é urgente impedir o golpe e sua face militarizada

 A tutela do “braço forte” sai das sombras

Torna-se cada vez mais clara a natureza do golpe em curso no Brasil. Retirada avassaladora de direitos, entrega das riquezas nacionais aos grandes monopólios, intensificação da política de favorecimento ao sistema da dívida e consequentemente ao capital financeiro internacional, recrudescimento da repressão contra a luta do povo. Não foi necessário que entrássemos em uma situação revolucionária para que a contrarrevolução chegasse galopando: ela é preventiva e prolongada, como alertava Florestan Fernandes. A ofensiva golpista em curso está lastreada na compreensão das profundas contradições da sociedade brasileira e visa a interditar as alternativas de transformação social que limitem a lógica de centralização e concentração de riqueza nas mão do bloco de poder dominante, formado pelo imperialismo, os monopólios e o latifúndio. 

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Watching: Saudação do PCLCP ao Congresso de Fundação da Central
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